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Borboleta Diurna II – Butterfly II – Aporia crataegi

16 Maio, 2013

A bonita e inconfundível borboleta Aporia crataegi  pertence à família Peridae e voa de Abril a Agosto até aos 2000 metros de altitude. Há apenas uma geração anual.

A sua distribuição abrange toda a Europa, Norte de África e estende-se pela Ásia até ao Japão.

Extinta em Inglaterra, Holanda e República Checa e em declínio em França (Lafranchis, 2000 e Maravalhas, 2003). Na Rússia é uma das borboletas mais comuns e as suas lagartas já têm provocado grandes prejuízos nos pomares de frutíferas. Lá é relativamente frequente verem-se centenas e até milhares destas borboletas, especialmente machos,concentradas nas charcas de estradas de terra batida ou em praias arenosas (Haahtela et al., 2011).

As suas lagartas,bastante pilosas,alimentam-se de folhas de pilriteiro (Crataegus monogyna), Pereira brava (Pyrus bourgeana) e de fruteiras do género Prunus. Em Inglaterra, embora ausente, chamam-lhe a Black-veined white, é a Gazé para os franceses e a Blanca del
majuelo para os espanhóis. Majuelo em espanhol é pilriteiro em português.

 Aporia crataegi

Aporia crataegi

É interessante notar que esta borboleta é rara ou está ausente da maior parte das ilhas do Mediterrâneo. Na vizinha Espanha distribui-se por todo o território mas está ausente (seria interessante saber porquê) da  depressão do Guadalquivir e é pouco abundante na zona de Sevilha (Manuel Diaz,1998).

Em Portugal encontra-se bastante dispersa decrescendo os seus efectivos de Norte para Sul.  Recentemente apareceu no Nordeste algarvio (Maravalhas,2003) situação que é confirmada por um registo no “Atlas de las mariposas diurnas de la Península Ibérica e islas Baleares” editado em 2004 pela Sociedad Entomológica Aragonesa. De facto este Atlas apresenta apenas quatro registos desta borboleta a sul do Tejo e infelizmente nenhum deles é do Ribatejo. Até hoje.

 Aporia crataegi

Aporia crataegi

Diga-se em abono da verdade que a partir de 2003 fotografei esta borboleta duas ou três vezes nos arredores de Bragança mas nunca a tinha visto mais a sul. O ano de 2010 foi uma autêntica excepção que me permitiu fotografá-la em dois locais distintos a sul do rio Tejo.

O primeiro,a que corresponde a primeira imagem,ao lado da margem direita da ribeira da Foz já perto da ponte da Foz sobre a EN118 e portanto também perto da margem esquerda do rio Tejo (UTM: ND571677). Registo fotográfico de 29 de Abril de 2010.

 Aporia crataegi

Aporia crataegi

 Aporia crataegi

Aporia crataegi

O segundo, onde captei as restantes imagens,fica uns quilómetros mais a sul. Foi em 5 de Maio de 2010 junto da ribeira da Coruja por alturas do Vale do Corvo (UTM: ND614565). Mas aqui não vi apenas uma borboleta. Vi várias e fotografei algumas pugnando pela sobrevivência da espécie. Na penúltima imagem o casal está ser incomodado por um pretendente que chegou atrasado. Era uma pequena população que se reuniu numa zona onde há pilriteiros e pereiras bravas.Desde 2010 que voltaram a desaparecer sem deixar rasto. É certo que se trata de um insecto migrador mas mesmo assim é um pouco esquisito.

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Graciphoto 38

10 Maio, 2013

 

13.05.10 Graciphoto 38

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Coisas da nossa Terra | Things of our homeland – Constância III

1 Maio, 2013

No Parque Ambiental de Santa Margarida – PASM – uma das principais atracções para as crianças é ver os patos e os peixes a partir da plataforma em madeira sobre a água.

A ver peixe

A ver os peixes e patos do PASM

E se levarem bocadinhos de pão para lançar à água…

13.05.01.02 Pão para os peixes do PASM

Pão para os peixes do PASM

Terão o prazer de assistir a uma autêntica corrida entre peixes e patos que se esforçam por conseguirem alguma comida.

Carpas e pimpões constituem o cardume. Mas na água ou perto dela também se podem ver rãs, libélulas e libelinhas e até galinhas de água.

Carpa em águas do PASM

Carpa em águas do PASM

13.05.01.04 Rã em águas do PASM

Rã em águas do PASM

Com a panorâmica proporcionada por um belo poleiro, e com a sua habitual quietude, é bem vulgar que toda a cena seja presenciada por uma Garça-real.

Garça-real

Garça-real

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FloraVisão VII | FloraVision VII

15 Abril, 2013
Floraespartana

Floraespartana

 Floracarbonizada

Floracarbonizada

FlorÁfrica

FlorÁfrica

Floravelha

Floravelha

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Graciphoto 37

10 Abril, 2013

 

 

13.04.10 Graciphoto 37

 

 

 

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Insectos V | Insects V

1 Abril, 2013

Mais dois insectos que não sendo raridades são pouco comuns no Ribatejo. O primeiro até pode ser mais vulgar do que eu penso mas dada a sua capacidade de camuflagem não é fácil localizá-lo. Refiro-me a um gafanhoto que,tendo em atenção o comprimento do nariz, deve ser da família do Pinóquio. Até hoje só vi dois exemplares. O seu nome científico é Truxalis nasuta. Para os ingleses é o Snouted grasshoper; Os franceses chamam-lhe Truxale occitane ou Le criquet à long nez; para mim o nome mais apelativo é o dos nossos vizinhos, Saltamontes narigudo.

Acrida ungarica mediterranea

Truxalis nasuta

 

Acrida ungarica mediterranea

Truxalis nasuta

A fêmea é maior que o macho podendo o seu comprimento ultrapassar os 6 cm. É um insecto fitófago que vive entre a erva.

Cor variável castanho ou verde.Em alguns casos,como o das imagens acima,surgem com uma banda longitudinal negra com manchas claras a qual reforça a camuflagem no meio da erva.

Desconheço a fenologia deste gafanhoto mas ambos os exemplares foram fotografados no mês de Junho.O mais recente,o da imagem abaixo,não apresentava a banda longitudinal e era verde claro.Seria um juvenil!?

Sobre o outro insecto sei muito pouco,o que quer dizer nada.É um insecto da Ordem Diptera e da Família Bombyliidae. O seu nome científico é Lomatia lateralis. Creio que estamos na presença de insectos pertencentes ao grupo das Moscas-abelhas. Como não tenho a certeza fico-me por aqui.

Truxalis nasuta

Truxalis nasuta

Lomatia lateralis

Lomatia lateralis

Lomatia lateralis

Lomatia lateralis

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Voos VIII | Flies VIII

15 Março, 2013

Mais uma série de cinco imagens com aves em voo. Embora tivesse grande prazer em executar qualquer delas não posso deixar de salientar a dos Alfaiates (Recurvirostra avosetta) e a do Melro-azul (Monticola solitarius).

Naquela as aves voam na direcção do fotógrafo e cada uma faz a sua acrobacia,motivo que me levou a apelidá-los de “Os alfaiates acrobatas”. Tendo em conta que o fotógrafo se deslocava dentro de uma embarcação é preciso alguma sorte para que as aves, embora a distâncias diferentes, ficassem todas nítidas.

No caso do Melro-azul trata-se de uma ave solitária, residente, considerada pouco comum. Além disso, o seu habitat é em zonas rochosas e muitas vezes alcantiladas. Destas circunstâncias resulta que a situação mais corrente quando o avistamos é ser o observador a olhar para cima e a ave a olhar para baixo. Para se conseguir uma imagem na situação inversa e com a ave de asas completamente distendidas é também preciso uma grande dose de sorte. Sim, é verdade,às vezes a sorte dá bastante trabalho.

Aproveito esta oportunidade para manifestar a minha grande admiração por todos os técnicos que no trabalho diário dão o seu contributo para os avanços tecnológicos na área da fotografia. O poder de captação e registo de imagens que hoje se concentra em equipamentos relativamente leves e manejáveis é verdadeiramente assombroso. No fundo cabe apenas ao fotógrafo estudar e ser capaz de explorar as potencialidades técnicas que lhe são colocadas entre mãos. Nada que não esteja ao alcance de qualquer um.

Carraceiro

Carraceiro

Alfaiates

Alfaiates

Garça-real

Garça-real

Ibis-pretas

Ibis-pretas

Melro-azul

Melro-azul

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