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As simpáticas aves do Rio Tejo | The appealing birds of the Tagus River

1 Julho, 2009

Em Março último fui,pela segunda vez,num passeio da Transtroia,rio Tejo acima.Desta vez organizado pelo meu amigo Gonçalo Elias no âmbito de uma actividade da Quercus.Aderiu à iniciativa bastante gente e,apesar do pequeno contratempo de o barco ter encalhado,o passeio foi agradável e permitiu observar muitas espécies de aves.Este era o objectivo principal do passeio.

Pela segunda vez encontrei um jovem entusiasta da ornitologia que ao ver-me exclamou: !Ah, estive a ver na Net as suas fotos do outro passeio” (eu tinha-lhe deixado o endereço do Photográcio com a indicação de que ia lá colocar algumas fotografias ). A observação fazia sentido. Nos tempos que correm é tudo feito a grande velocidade, com muita pressa, o mais rapidamente possível. Muitos fotógrafos e amantes da natureza que andam no campo a fotografar aves têm por hábito colocar na Internet as suas melhores fotografias. E isto é feito logo que chegam a casa ou nos dias imediatos. O sítio “Flickr” é um dos casos mais visíveis. Mas eu, bem ou mal, não tenho esse hábito. Assim o meu jovem interlocutor já tinha visto o que ainda não lhe era possível ter visto. A sua máscara de simpatia era perfeita. Por isso resolvi também colocar a minha e perguntei: “E então, o que é que achou?”. E ouvi dele com naturalidade e sem hesitações: “Estão bastante boas, muito boas mesmo”. Sem a máscara esta resposta teria sido um bálsamo para o meu ego.

Trocámos mais algumas impressões sobre as aves e separámo-nos, cada um com a sua máscara. Esta conversa, uma conversa entre mascarados, já se viu que não foi sincera. Além disso foi desequilibrada. Só uma das partes sabia que a outra usava uma máscara. É certo que era uma máscara de simpatia mas, em todo o caso, uma máscara.

Neste momento já está on-line uma imagem de aves do primeiro passeio e, acompanhando este texto, outras do primeiro e algumas do segundo passeio. De agora em diante a máscara do jovem passa a ser igual à minha, isto é, invisível. Se ele me disser que viu as imagens do segundo passeio e a sua opinião continuar favorável, o meu ego, liberto das grilhetas da certeza, já pode inchar à vontade. Esta opinião talvez cause alguma surpresa. Mas, para mim, a certeza é castradora da liberdade criativa. A certeza paralisa a imaginação. Só na incerteza é que a imaginação não tem limites. É por isso que não erro ao afirmar que, a simpatia com máscara, quando esta é visível, não passa de uma simpática mentira. E digo isto na incerteza de haver mentiras simpáticas. Que há aves simpáticas, umas mais que outras, lá isso há!! Tenho a certeza.

09.07.01.01 Alfaiates

Alfaiates

09.07.01.02 Flamingos

Flamingos

09.07.01.03 Gaivota com presa

Gaivota com presa

09.07.01.04 Garça-real na ponte Vasco da Gama

Garça-real na Ponte Vasco da Gama

09.07.01.05 Guincho

Guincho

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À volta de uma flor II | Around a flower II

15 Junho, 2009

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Agapanthus

06.02 Agapanthus # 09

Agapanthus

06.03 Agapanthus # 10

Agapanthus

06.04 Agapanthus # 12

Agapanthus

06.05 Agapanthus # 24

Agapanthus

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Miradouros II | Belvederes II

1 Junho, 2009

05.01 Miradouro de luxo.Móvel.Confortável mas um pouco instável

Miradouro de luxo.  Móvel.  Confortável mas um pouco instável

05.02-Mini-miradouro.Portátil.Articulado.Pessoal e intransmissível

Mini-miradouro. Portátil. Articulado. Pessoal e intransmissível.

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Photogracio em Exposição – Borboletas | Photogracio in Exhibition – Butterflies

23 Maio, 2009

Photogracio em Exposição – Borboletas

A quem passar pela cidade de Abrantes sugerimos que faça uma visita ao Cine-teatro S. Pedro.  Nele está patente ao público a exposição “Borboletas através do tempo”, organizada pelo Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal com a participação de mais de três dezenas de fotografias do Photográcio.

Até 31 de Julho de 2009, de segunda a sexta-feira das 10H00 às 12H30 e das 14H00 às 17H30.

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Voos I | Flies I

15 Maio, 2009

Sob este título vamos apresentar fotografias de seres alados em voo. A série, a publicar por partes, vai incluir aves e insectos em voo tendo por fundo o céu,a terra e superfícies aquáticas.

A fotografia de aves em voo tendo por fundo o céu é de todas a mais fácil porque os sensores da câmara apenas são “sensibilizados” pela matéria sólida do corpo das aves. Claro que a dificuldade aumenta à medida que as aves vão diminuindo em número e/ou tamanho. Outro problema interligado com este prende-se com a velocidade do voo.Quanto mais lento e rectilíneo for o voo mais fácil será de fotografar. E porquê? Porque o fotógrafo tem de movimentar a câmara até conseguir captar a ave no visor, acompanhar o voo até focar a ave,vê-la no visor na posição mais conveniente e só então premir o disparador.Mesmo neste momento não deve parar bruscamente o movimento,isto é,dispara mas segue o voo por mais alguns instantes.

Este tipo de fotografia com imagens nítidas exige teleobjectivas com distâncias focais iguais ou superiores a 300 mm, altas velocidades e grandes aberturas. Na maioria das situações, especialmente para quem não disponha de teleobjectivas muito luminosas, como é o meu caso, será necessário alterar o ISO para valores da ordem dos 300 ou 400 para que o movimento fique congelado.

As fotografias em que os olhos das aves ficam nítidos são,de um modo geral,as mais valorizadas. Entenda-se que as considerações expostas se referem à fotografia instantânea sem utilização de flashes de alta velocidade ou de equipamentos especiais de infra-vermelhos.

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1 – Alfaiates

04.02 Carraceiros

2 – Carraceiros

04.03 Grous

3 – Grous

04.04 Libélulas Sympetrum fonscolombii em tandem

4 – Libélulas em tandem

04.05 Abelha doméstica

5 – Abelha doméstica

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Máscaras I | Masks I

1 Maio, 2009

É bem conhecido o poema de Fernando Pessoa com o título “Autopsicografia” em que na primeira quadra começa por dizer “O poeta é um fingidor”. Este poema, pela primeira vez publicado na revista Presença em 1932, foi escrito em 1 de Abril de 1931. Precisamente no dia das mentiras daquele ano.

Eu vou mais longe. Se o poeta é um fingidor, um fingidor da palavra escrita, o fotógrafo e o cineasta são os fingidores da imagem. Mas não me fico por aqui. E os políticos!? Oh,os políticos. Exímios fingidores de viva voz. Entre os melhores fingidores do gesto, da expressão e da personagem temos os artistas de teatro, os do cinema e os do circo. É a sua profissão. Bem vistas as coisas todos somos, uns mais outros menos, um pouco fingidores. Mas muitas vezes, por simulação de identidade, por vergonha, por vaidade, por receio ou por prazer lúdico, não é conveniente sê-lo de cara descoberta. É assim que aparecem as máscaras do Benin, a festa do templo de Baoan em Taipé, o carnaval de Veneza, os caretos de Pudence, etc, etc.

Mas será só o homem que é fingidor?E os outros seres?Que dizer de uma ave em roupagem nupcial?

Andaremos muito longe da verdade se dissermos que é uma máscara de sedução? E a ave adulta que para afastar um predador que se aproxima da zona do ninho emite chamamentos de sofrimento e finge estar ferida? Regra geral o fingimento nos outros seres vivos está associado a estratégias de sobrevivência. Sob este ponto de vista podemos citar a metamorfose dos insectos. Mas há exemplos mais evidentes. O bicho de conta (Armadillium vulgare) quando se lhe toca e o ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus) quando se sente em perigo enroscam-se e ficam paralisados. Estas atitudes são máscaras de defesa. O próprio homem, apesar de as ter usado com frequência nos tempos medievais, ainda as não pôs completamente de lado. As máscaras anti-gás estão sempre presentes em caso de risco de guerra química. Mesmo em tempo de paz elas podem ser vistas nos profissionais de saúde em trabalho nos blocos operatórios, nos apicultores quando tratam das suas colmeias,nas actividades em ambientes muito poluídos ou em períodos de risco de pandemia como acontece agora com a gripe mexicana.Mas das palavras passemos às imagens.

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I – Máscara de luz

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II – Máscara da floresta surrealista I

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III – Máscara de beleza

Em 1974, um criminoso incêndio no sótão de uma casa devorou quase todos os meus diapositivos de sete anos de permanência em Moçambique. O incidente provocou-me um grande desânimo e levou-me a abandonar a fotografia durante vários anos. Esta última fotografia,dos anos 60 do Sec.XX, faz parte do pequeno conjunto de salvados que eu guardo como “Relíquias”.

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Ver ou não ver II | To see or not to see II

15 Abril, 2009

To be or not to be – that is the question.
To see or not to see – that is an answer

Ernst Haas

DESERTIFICAÇÃO | DESERTIFICATION


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Da água

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Da Terra

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Do céu

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A Crise | The Crisis

1 Abril, 2009

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Ninguém sabe nem como nem quando sair disto.

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A Árvore e o Fogo (V) | The Tree and the Fire (V)

1 Abril, 2009

Conjunto de três imagens sobre incêndios em árvores.

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20 CAMINHOS DO FOGO IV

A fotografia Nº 20 foi captada a quente, ainda com fumarolas no pinhal. Fiquei impressionado com as manchas vermelhas no tronco de alguns pinheiros. Parecia que sangravam.

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21 CAMINHOS DO FOGO V

Já na Nº21 a minha sensibilidade foi tocada pelo contraste da cor escura dos troncos das árvores com a cor creme das copas o qual se repete com a cor da terra não pisada e a dos carreiros dos animais e das pessoas.

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22 CAMINHOS DO FOGO VI

Por fim a Nº22,captada muito tempo após o fogo,além da mistura do “objecto” com as suas sombras é mais um exemplo sobre a limpeza da floresta. Não é feita nem antes nem depois do fogo.

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23 – CAMINHO DA TRISTEZA

Ao contrário do que acontece na alegria e no prazer ( Vidé texto e fotografia Nº 1 ) agora já nada se passa a correr. A recuperação é muito lenta e quase sempre incompleta. Fica tudo a Preto e Branco. Mais a Preto do que a Branco.  A única excepção é o acesso, largo, limpo e que pode ser percorrido confortavelmente de viatura.  Para que ninguém diga que nunca viu, que fica longe, que não possui árvores, que nada disto lhe diz respeito. Será que há gente que não vive na Terra?

Obsv.: Com esta última série fica concluído o trabalho fotográfico sobre “A Árvore e o Fogo”.

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Óleos | Oils II

15 Março, 2009

Continuação

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3 – Óleo sobre lã – Óleo para pintar

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4 – Óleo para cozinhar

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5 – Óleo para temperar

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6 – Óleo para matar

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Jonh Shaw, 1944

1 Março, 2009

Para ficar bem com a minha consciência devo referir a grande influência que teve na minha fotografia o fotógrafo americano John Shaw. Para mim ele está para a fotografia a cores como Ansel Adams esteve e está para a fotografia a preto e branco. Os livros de John Shaw, especialmente o primeiro, “The Nature Photographer’s Complete Guide”, publicado em 1984 e hoje esgotado, deram-me a conhecer os fundamentos da técnica e da composição fotográficas. Mas tanto no primeiro como nos cinco que se lhe seguiram a utilização da técnica, da composição, dos equipamentos e dos acessórios é descrita até aos mais ínfimos pormenores.

E as suas imagens são verdadeiros espelhos da sua escrita. De uma nitidez fantástica, luminosas, com completo controlo das altas e das baixas luzes e com composições perfeitas. Enfim, um mundo natural que já não parece deste mundo. Tudo isto não é nada fácil. Mas suspeito que, à semelhança de Ansel Adams, o seu trabalho em estúdio seja de grande rigor, metódico, exaustivo e analisado e corrigido ao pormenor com elevadíssimas ampliações. Esta atitude é absolutamente legítima mas posso não estar a ser justo, é apenas uma presunção.

A minha grande admiração por John Shaw não está só. Pelos seus pares nos EUA ele foi o primeiro a receber em 1997 o “Outstanding Photographer Award” concedido pela NANPA (North American Nature Photography Association). Em 2002 a Nikon proclamou-o “Legend Behind the Lens” e em 2006 a Microsoft designou-o “Icon of Imaging”. Num mercado tão competitivo como o americano isto quer dizer que estamos perante um fotógrafo “Fora de Série”.

Desde há vários anos John Shaw dedica-se ao ensino da fotografia, seja em seminários que se vão realizando nos diversos estados americanos, seja liderando safaris fotográficos, do Ártico ao Antártico, organizados pela empresa Joseph Van Os Safaris.

Recentemente John Shaw fez-me uma surpresa. No seu terceiro livro, “Focus on Nature”, há um pequeno capítulo sobre a presença humana na terra e a sua opinião de que a fotografia da natureza não devia excluir o homem. Mas as imagens desse capítulo não vão além de campos de trigo, de velhos armazene em madeira e de petróglifos com desenhos de índios americanos.

A primeira e única fotografia que lhe conhecia com uma figura humana só apareceu cinco anos mais tarde, em 1996,na sobrecapa do seu penúltimo livro, “Business of Nature Photography”.

Agora ao visitar o seu sítio na Internet – www.johnshawphoto.com – deparei com várias fotografias de ruas e janelas de localidades da Provença e uma inteira galeria sobre um rancho americano com cowboys e cavalos. Neste caso como em outros de conhecidos e laureados fotógrafos da natureza é recente e muito interessante a inclusão da figura humana nas suas obras. Mas a expicação do fenómeno está ainda por fazer.

No seu livro “Landscape Photography” John Shaw apresenta quatro imagens do mesmo local, representativas das quatro estações do ano, para enfatizar a influência do tempo na mudança de uma paisagem. Mas para este efeito não é preciso esperar um ano. A todo o momento muda a nossa percepção e visualização do mundo que nos rodeia. De forma mais modesta e menos qualificada registei as mudanças num campo de girassol durante os três meses do Verão as quais podem ser observadas nas três fotografias abaixo.

0601-campo-girassol-julhoI – Campo de Girassol em Julho

0602-campo-girassol-agostoII – Campo de Girassol em Agosto

0603-campo-girassol-setembroIII – Campo de Girassol em Setembro

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Ver ou não ver | To see or not to see

15 Fevereiro, 2009

“To be or not to be – that is the question.
To see or not to see – that is an answer”
Ernst Haas

No passado mês de Setembro assisti pela primeira vez à emissão de um espectáculo de televisão. Espectáculo emitido em directo a partir de um recinto ao ar livre da empresa Bacalhoa Vinhos em Azeitão. Como tinha comigo o equipamento fotográfico resolvi fazer uma reportagem fotográfica.D e um conjunto de 48 fotografias escolhi estas 4 sob o tema comum “Analogias e Contrastes”.

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I – Analogias e Contrastes

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II – Analogias e Contrastes

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III – Analogias e Contrastes

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IV – Analogias e Contrastes

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À volta de uma flor I | Around a flower I

1 Fevereiro, 2009

Luz e uma flor, um jardim.

Não é o milagre das rosas mas o milagre da fotografia. Uma simples flor,  esta ou outra qualquer, transforma-se com a luz, com o ponto de vista e com o tempo.

Anda-se em redor desta ou daquela mas sempre de uma de cada vez. Hoje de manhã e amanhã à tarde. A semana passada com uma de tons mais quentes, perdida que está a verdura dos primeiros tempos, e que vai suavemente estiolando.

Na próxima semana com uma jovem,  ainda em botão, que vai desabrochar mais tarde. E assim se constrói um jardim. De flor em flor, de vista em vista, de real em imaginário e de imaginário em real.  Sem se dar por isso surgem várias dezenas de fotografias e de flores. Em alguns casos até se duvida que sejam da mesma espécie. Noutros se são mesmo flores. Mas são. Certamente híbridos pertencentes ao género Agapanthus. A forma pode estar alterada. Os contornos podem não corresponder à imagem a que estamos habituados.

Como dizia Man Ray a propósito das suas célebres fotografias sem câmara a que chamou “Rayogramas”: Tudo pode ser transformado, deformado e eliminado pela luz. Ela é flexível como o pincel….. É a luz quem cria”. No meu caso a câmara e a objectiva são indispensáveis. Por outro lado não trago as flores para casa. Vou ao local onde nasceram e desabrocharam. De cada clique nasce uma fotografia que mais tarde pode vir a ser eliminada. Não há sobreposições ou fotomontagens tanto digitais como analógicas.

Para os descrentes, e que têm todo o direito de assim permanecerem, apenas me ocorre argumentar, ressalvada a devida notoriedade, com a citação do fotógrafo e colunista Dewitt Jones na revista Outdoor Photographer de Novembro de 2008:  ”Everyone discusses my art and pretends to understand as if were necessary to understand,when it is simply necessary to love”.


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I – Agapanthus

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II – Agapanthus

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III – Agapanthus

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IV – Agapanthus

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V – Agapanthus


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Borboletas | Butterflies

15 Janeiro, 2009

Abril de 2008, Serpa, antigo Apeadeiro do Guadiana. Noite cerrada. Já passa da meia noite. É dia 24. Junto dos carris, perto da antiga ponte ferroviária, agora desactivada,um clarão de luz intensa rasga a escuridão da noite. Quatro vultos debruçam-se sobre o que parece ser um lençol branco colocado por baixo duma lâmpada suspensa a mais de um metro de altura.

Atraídos pela luz muitos insectos esvoaçam à volta da lâmpada até que poisam inquietos no lençol.

“Um dos vultos diz: Isso que estás a dizer deve ser uma grande treta. Outro vulto acrescenta: Vê-se mesmo que estás a inventar esse nome. Um terceiro também intervém: Oh Eduardo, mas tu queres convencer-nos que sabes estes nomes todos de cor!!? Tudo dito no meio de gargalhadas e de grande atenção para uma pequena borboleta nocturna que o visado tem entre os dedos. Com um sorriso complacente afirmou: Já vos disse: Esta é a Cleonymia pectinicornis e este é o primeiro registo da sua presença em Portugal. Não tenho aqui o livro mas amanhã vou confirmar.”

Toda aquela conversa era para o fazer afinar. Todos sabiam, e sabem, que o Eduardo Marabuto, um jovem biólogo de 23 anos, é um dos nossos grandes especialistas em borboletas, sejam elas nocturnas ou diurnas. A sua capacidade para identificar borboletas, especialmente as nocturnas, cujo numero de espécies ultrapassa o milhar, é verdadeiramente notável. Não fosse a presença do Eduardo e eu,o Dinis Cortes e o Ivo Rodrigues nunca teríamos distinguido uma raridade entre as dezenas de borboletas pousadas no lençol.

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I – Cleonymia pectinicornis

Nesse mesmo dia, ainda de manhã, fui com o Eduardo procurar outra raridade, esta diurna, nos arredores de Beja. Apesar dos nossos esforços, andamos mais de uma hora em trabalho de pesquisa, só vimos um exemplar da Melitaea aetherie que, felizmente, conseguimos fotografar. O bicho é mesmo raro.

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II – Melitaea aetherie

Da parte da tarde, depois de novo encontro com o Ivo Rodrigues que nos proporcionou fotografar a Orchis laxiflora (Orquidea que em Portugal está classificada como RR, muito rara ), fomos os três ao encontro do Dinis Cortes para ver e, se possível, fotografar a Pseudophilotes abencerragus. Já imaginaram o que é fotografar num terreno pedregoso, com uma brisa leve mas permanente, um insecto irrequieto com uma envergadura de 18-22 mm (Maravalhas, 2003) e que voa em ziguezague junto ao chão e às plantas!? A situação ainda se complica mais quando se tem por hábito usar o tripé. Mas o resultado é compensador. A Dinis Cortes e ao Ivo Rodrigues os meus agradecimentos pela amizade e entusiasmo com que nos receberam e acompanharam.

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III – Pseudophilotes abencerragus

Num só dia fotografar estas três raridades não é obra do acaso. É obra de Eduardo Marabuto, um jovem com uma grande paixão pelas borboletas e cuja autoridade nesta matéria se tem vindo a impor entre os nossos especialistas de borboletas. E eles são ainda muito poucos. João Pedro Cardoso, Eduardo Marabuto, Ernestino Maravalhas, Luís Mendes, Bivar de Sousa, Patrícia Garcia Pereira (só diurnas) e Pedro Pires. Estes são os que conheço com trabalhos publicados. Marabuto está agora a preparar a sua tese de Mestrado que, como não podia deixar de ser, incide sobre uma borboleta, a Euchloe tagis. A distribuição em Portugal desta borboleta estava até há pouco tempo confinada à Serra da Arrábida e com um registo antigo na zona de Leiria. A tese de Eduardo Marabuto vai concerteza alterar esta situação. As suas notícias e fotos podem ser vistas em
http://eduardomarabutonature.blogspot.com.

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IV – Euchloe tagis

Para quem queira conhecer as nossas borboletas nocturnas sugiro uma visita ao sítio que mantem em parceria com Pedro Pires no endereço http://www.lusoborboletas.org

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Aves | Birds

14 Janeiro, 2009

A maneira mais fácil de entrar no mundo das aves é ir para o campo com os especialistas que as conhecem e que sabem quando e onde encontrá-las. Sãos os chamados Ornitólogos.No nosso país a ONGA – Organização Não Governamental para o Ambiente, especialmente vocacionada para a observação e conservação de aves é a SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo da Aves. Esta organização conta entre os seus sócios com os nossos melhores ornitólogos.

Como sou um curioso em tudo o que diz respeito à Natureza e gosto muito de fotografar aves, mas sabendo qual ou quais estou a fotografar,f iz-me sócio da SPEA há já vários anos. E sempre que posso, e me interessa, inscrevo-me nas Saídas de Campo organizadas pela SPEA. São grátis para os sócios e a preços simbólicos para os que não são sócios. O número de participantes é da ordem dos 15 e o ambiente é sempre de grande camaradagem e de muito entusiasmo perante cada observação. Eu duvido que algum médico possa receitar melhor remédio para combater o stress profissional e a vida agitada e poluída dos grandes centros urbanos.

Embora a esmagadora maioria dos guias, os tais ornitólogos, não faça desta actividade a sua profissão, eles são profundos conhecedores da nossa avifauna e da sua distribuição pelo país ao longo do ano. De memória,e  desculpem-me qualquer eventual falha, cito os nomes dos que já tive o prazer de acompanhar no campo: Luís Costa, Gonçalo Elias, João Jara, Domingos Leitão, João Ministro,V anda Miravent, Carlos Noivo, Carlos Pereira, Luís Reino e Ricardo Tomé.

De todos o que melhor conheço é o Gonçalo Elias. Um grande entusiasta das aves,com excelentes qualidades pedagógicas e já com uma carreira muito meritória na divulgação da Ornitologia em Portugal. São disso exemplo a secção sobre as aves de Portugal que vem mantendo no jornal QUERCUS Ambiente e o Portal os Observadores de Aves, sítio na web criado por sua iniciativa.

Para finalizar quero aqui deixar um registo fotográfico bastante invulgar conseguido na ultima saída da SPEA com o Gonçalo Elias em terras raianas a Sul de Vilar Formoso. A distância era grande. Os binóculos ou as teleobjectivas eram neste caso indispensáveis. Certamente todos ou quase todos viram. Foi tudo rápido, muito rápido. Eu também vi e posso provar que vi e fotografei. Aqui estamos longe da chamada “Fine Art Photography”, mas nem por isso o papel do medium é menos importante. Aqui estamos perante o “momento decisivo” de que nos falou Cartier-Bresson para os ambientes urbanos.

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I  – Cuco e Papa-figos

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II  – Cuco e Papa-figos

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III – Cuco

É muito raro, para não dizer raríssimo, conseguir reunir numa mesma fotografia dois Cucos (Cuculus canorus) e um Papa-figos ( Oriolus oriolus).

O mérito para esta observação inesquecível não é meu. Ele vai inteirinho para Gonçalo Elias que escolheu uma zona com variedade e densidade de aves acima das médias do país e também para a organização que proporciona estes eventos.

Faça-se sócio da SPEA!
É barato,faz bem à saúde e vai conhecer um mundo fascinante que até agora lhe tem passado ao lado. Inscreva-se no sítio www.spea.pt ou ligue para Tlf 213220430 e não se irá arrepender.

Obsv.:
Na segunda quinzena de Maio
terá início uma série com fotografias
de aves e insectos em voo.
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A Árvore e o Fogo (IV) | The Tree and the Fire (IV)

1 Janeiro, 2009

Conjunto de três fotografias cujas imagens simbolizam os incêndios nas florestas.

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17 – CAMINHOS DO FOGO I

Na “Caminhos do Fogo I” o fogo entra na floresta deslocando-se da direita para esquerda.O primeiro plano e o lado esquerdo apresentam-se com algum verde porque estão menos queimados.

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18 – CAMINHOS DO FOGO II

A “Caminhos do Fogo II” representa um tronco de árvore a ser “comido”pelo fogo.

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19 – CAMINHOS DO FOGO III

Por sua vez a “Caminhos do Fogo III” pretende simbolizar pedaços de árvore e folhas a caírem em chamas.

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Sobrevivência | Survival

15 Dezembro, 2008

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1 – Encosta da Sobrevivência

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2 – Campo de “Concentração”

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3 – O bando; aves da mesma pena andam juntas (Provérbio)

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4 – Em vias de extinção

Obsv.: Em Portugal não está ainda provado se é em Armamar que se concentra a maior população destas lagartas. Mesmo assim Armamar já se intitula a capital da maçã.

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Óleos | Oils – I

1 Dezembro, 2008

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1 – Óleo para hidratar

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2 – Óleo para massajar

Continua

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Desejos | Wishes

30 Novembro, 2008

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1 – Da Associação dos Amigos da Sesta

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2 – Desejo…de perder a cabeça

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3 – Desejo das Minhocas


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Ver ou não ver | To See or Not to see

15 Novembro, 2008

“To be or not to be – that is the question.To see or not to see – that is an answer” Ernst Haas

1 – Douro Internacional “A tal lagoa”

2 – Tejo Nacional “O tal canal”

Obsv.: As entidades oficiais parece que querem construir aqui por perto aquilo que inicialmente era a Barragem de Almourol. Perante esta evidência já pensei em pedir baixa ao Hospital Júlio de Matos.