Na Grã-Bretanha, apesar de ausente, deram-lhe os nomes “Violet Dropwing”e “Violet-marked Darter”. Em França, onde só existe em áreas do Sul e Sudoeste, é conhecida por “Trithemis annelé” ou “Libellule Purpurine”. Na Península Ibérica, onde já se estende por metade do território, não tem nome vulgar.
1 – Trithemis annulata
2 – Trithemis annulata
Esta é mais uma libélula de origem africana que entrou na Europa pelas vias mediterrânicas e que se
tem vindo a expandir para o Norte. O primeiro registo na Península Ibérica ocorreu em Espanha em 1981, mas no Sul de França a sua presença só foi assinalada em 1994.Em Portugal está referenciada desde 1983 e a sua área de distribuição já abrange, no mínimo, toda a parte sul e central do território continental até às margens do Mondego. A T. annulata é considerada uma espécie bastante comum.
Os machos nascem amarelados e no decurso do período de maturação tornam-se progressivamente alaranjados e depois vermelhos. Com a idade o tórax e o abdómen cobrem-se com uma pulverulência azul-violácea. Esta coloração e as pernas pretas são dois caracteres externos que os distinguem dos machos do Crocothemis erythraea. As fêmeas são castanho-amareladas com uma grande mancha amarela na base das asas posteriores e com marcas dorsais pretas nos segmentos 8 e 9 do abdómen. A mancha amarela e as marcas dorsais também estão presentes nos machos. Nestes as nervuras das asas são avermelhadas enquanto as das fêmeas são amareladas.
3 – Trithemis annulata macho
4 – Trithemis annulata fêmea
O género Trithemis engloba cerca de quarenta espécies a maioria das quais vive em África especialmente na zona da Etiópia. A T. annulata é a única que, até agora, se conseguiu estabelecer na Europa Continental. Um seu parente, a Trithemis arteriosa, com o abdómen um pouco mais delgado e os machos sem a pulverulência azul-violácea, pode ser encontrado nas Ilhas Canárias. A T. annulata vive em zonas de águas estagnadas bem como em rios e ribeiras de fracas correntes.
O seu período de voo estende-se de Abril a Novembro. Como verdadeiro insecto africano prefere os dias de céu limpo parecendo ser pouco sensível aos aumentos de temperatura. Por este facto é normal vê-lo ao Sol, em pleno meio-dia de um dia de calor, pousado nas pedras ou nos poleiros junto da margem da água. A sua posição mais frequente é conhecida por “obelisco”, isto é, com o abdómen voltado para o Sol para reduzir a área exposta à sua acção directa e a asas abertas e perpendiculares ao abdómen. Numa variante desta posição as asas são dirigidas para a frente de forma divergente e fazendo sombra sobre a cabeça.
5 – Trithemis annulata em “Obelisco”
6 – Trithemis annulata















