No primeiro post deste tema referimo-nos a Ernst Haas como um dos grandes mestres, talvez o primeiro,
da fotografia a cores. Voltámos a falar dele no segundo post e também de um dos expoentes máximos da fotografia criativa a preto e branco, o americano Jerry Uelsmann.
A estrela escolhida para este post é o canadiano Freeman Patterson. Vive em New Brunswick, Canadá, perto da casa onde nasceu. É bacharel em filosofia pela Arcadia University, mestre em teologia pelo Union Seminary da Columbia University e estudou fotografia e artes visuais em New York.
Em 1965 abraçou a carreira de fotógrafo profissional a qual tem sido marcada por inúmeros sucessos. De entre eles salientamos:
- 1973 : Início de Workshops de fotografia em New Brunswick;
- 1984 : Co-fundador na África do Sul do Namaqualand Photographic Workshop;
- Workshops de fotografia nos EUA,Grã-Bretanha,Austrália,Nova Zelândia e Israel;
- Já publicou mais de dez livros.Mencionamos apenas três:”Photography of the Natural Things”, “Photography and the Art of Seeing” e “Photo Impressionism ans the Subjective Image”, este de parceria com André Gallant;
- Da longa lista de prémios que lhe foram atribuídos apenas referimos dois:
- Em 1967 a Gold Medal for Photographic Excelence do National Film Board do Canadá;
- Em 1971 o Lifetime Achievement Award pela North American Nature Photography Association
( NANPA ).
Perante este currículo a excelência fotográfica de Freeman Patterson fica a todos os títulos comprovada. Para nós ele é o filósofo e o poeta da fotografia. A sua formação teórica e a sua longa experiência fotográfica são de uma solidez invejável.O seu estilo é inconfundível.Às cores vibrantes e contrastadas ele prefere, tal como Steichen, as pouco saturadas e as suaves tonalidades. A sua explicação e interpretação das fotografias são uma fonte permanente de ensinamentos. Vale a pena ler um qualquer dos seus livros.
Para o meu gosto apenas faço um reparo ao uso frequente de exposições múltiplas que em alguns casos ultrapassam a dezena. Um pormenor interessante: Embora se considere um fotógrafo da natureza, “The natural things”, os seus livros incluem sempre fotografias com a figura humana. Para ele, e com razão, o homem, como qualquer animal, faz parte da natureza. E esta atitude não impediu que lhe atribuissem o melhor prémio da NANPA.
Fazendo jus a essa interpretação terminamos com algumas fotografias com presença humana ou sobre
a sua actividade.
1 – PÚBLICAS VIRTUDES
2 – CONVERSAS NA BRUMA
3 – O BALOIÇO E O ESCORREGA
4 – UMA SOMBRA DE MIM PRÓPRIO










