Archive for Janeiro, 2008

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Aves do Parque Biológico de Gaia

31 Janeiro, 2008
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O Parque Biológico de Gaia é um espaço de 35 hectares com uma grande variedade de aves. Umas em liberdade e outras em cativeiro. Mas, tenha-se em atenção, como afirma por escrito a Direcção do Parque, que não pretende ser um jardim zoológico. E de facto, na sua grande maioria, as aves e outros animais em cativeiro foram feridos ou sofreram acidentes que os impossibilitaram de sobreviver em liberdade. Aliás uma das actividades talvez menos conhecida do Parque é, precisamente, a do tratamento e da recuperação de animais acidentados. Para o efeito o Parque dispõe de um Centro de Recuperação e de uma Clínica Veterinária (Tlf. 227 878 129). Quem goste de tirar fotografias a aves tem neste espaço público grandes oportunidades. Os comedouros, os bebedouros e as caixas-ninho encontram-se espalhados um pouco por todo o lado. Os trilhos autorizados estão devidamente assinalados. E se queremos ser bons fotógrafos da natureza devemos respeitar as regras ambientais. Primeiro para defesa, bem-estar e sobrevivência das aves e animais fotografados. Depois, tratando-se de um espaço público, para que o bem que está ser oferecido possa ser usufruído nas mesmas condições por toda a comunidade. No nosso caso, mesmo com pouco tempo disponível, não tivemos grande dificuldade em captar estas seis imagens de aves.

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Embora não seja visível através da Internet posso garantir que o Pisco-de-peito-ruivo fotografado nas proximidades de um comedouro está anilhado. E se a memória não me falha a anilhagem é efectuada regularmente dentro do perímetro do Parque. Quem estiver interessado em participar nesta actividade deve ligar para o Tlf. Geral 227 878 120.

 

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“Wrestling” das Garças” | Herons’s Wrestling

30 Janeiro, 2008
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De seu nome científico Ardea cinerea, a Garça-real é uma ave grande e relativamente comum nas zonas húmidas. Numa saída da SPEA à zona de Vilha Velha de Ródão tivemos oportunidade de fotografar dois exemplares da espécie. Possivelmente dois machos. Um, sem querer ou deliberadamente, ocupou o território do outro. Este quando chegou tratou de correr com o intruso.

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9 – APROXIMAÇÃO

 

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10 – PERSEGUIÇÃO

 

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11 – FUGA

 

A acção foi contínua e muito rápida. Para facilitar a sua compreensão dividimo-la em três etapas: Aproximação, Perseguição e Fuga. Isto até parece uma manobra militar. Não houve contacto porque o intruso não ofereceu resistência e fugiu em grande velocidade. Também já tínhamos observado e fotografado em Castro Marim uma cena semelhante entre duas Garças-brancas, Egretta garzetta. Mas neste caso a disputa pareceu-me ser por causa de comida. Houve acções e reacções de ambas as partes e eu regalei-me a ver um autêntico festival de acrobacia aérea. Felizmente estas lutas assemelham-se ao”wrestling” e não causam ferimentos aos participantes.

 

As duas fotografias seguintes ilustram o que acabei de descrever.

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12 E 13 – GARÇAS-BRANCAS I e II

 

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Photgrácio nº 17

1 Janeiro, 2008
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Este é o Photográcio nº 17.

Com esta edição iniciamos o quinto ano de presença na Internet. E vai ser uma edição especial dedicada ao Parque Biológico de Gaia. Conhecemos este parque desde meados dos anos 1990 e por isso podemos afirmar que é um caso à parte no panorama dos parques portugueses. O estado de limpeza, o alto nível de funcionalidade de todo o parque e a simpatia dos seus funcionários faz-nos ter a sensação de que não estamos em Portugal mas num país que leva a sério as questões ambientais. Estamos a falar de um parque que já tem 25 anos. É evidente que esta situação não acontece por acaso. Por isso aproveitamos para daqui endereçar os nossos sinceros parabéns ao Dr. Nuno Gomes de Oliveira, que é o Director do Parque desde a sua fundação, e a toda a sua equipa. Queremos esclarecer que ficámos alojados nas instalações do Parque durante um fim de semana e que percorremos os dois mil e oitocentos metros do percurso interno autorizado como qualquer turista, ou seja, sem qualquer estatuto especial. Imagens idênticas às por nós captadas estão ao alcance de qualquer visitante. Junto da entrada principal, do seu lado direito, temos o Boletim Meteorológico. Como podem verificar este é tão completo que não corre o risco de errar.

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Depois de se atravessar o átrio, onde existe o balcão da Loja do Campo (Tlf. 227 878 136) e onde se podem comprar lembranças e até plantas, entramos propriamente no Parque. Aí temos o cartaz de Boas-vindas. Este é o primeiro de muitos cartazes que se encontram ao longo de todo o percurso e que nos indicam a localização e o que podemos ver em cada zona. Para facilitar a apresentação das imagens vamos manter as quatro secções habituais do Photográcio. Quando se trate de aves ou de outros animais em cativeiro as respectivas fotografias vão assinaladas com (AC) que significa “Ambiente Controlado”. É o caso do Bufo-real cujo fundo da fotografia foi simplificado para melhor se observar a sua beleza. Ninguém fica indiferente ao olhar para esta ave majestática.

 

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No PBG há muitas espécies de borboletas. Uma das mais emblemáticas é, sem dúvida, a bonita e sempre escassa Apatura ilia conhecida por apatura-pequena. Na secção Borboletas incluímos seis fotografias de espécies que sabemos lá existirem. Mas, além da Apatura, só a Polygonia c-album lá foi fotografada.

Os temas florais estão dependentes do período de floração das plantas. Mas aqui esse problema é quase secundário. Nós fomos muito cativados pelas águas do Rio Febros que atravessam o Parque, pela vegetação em seu redor que é sempre mais luxuriante e que constitui um autêntico filtro à passagem da luz. Finalmente para a secção “Outros Temas” escolhemos vários mamíferos da fauna ibérica cuja observação em ambiente livre, e especialmente durante o dia, é quase impossível. Entre eles está o tão falado e caçado javali.

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