Archive for Junho, 2008

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A árvore e o fogo (II) | The tree and the fire (II)

30 Junho, 2008
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O tratamento dado, por vezes, à floresta é mesmo este: sem pés nem cabeça. Mas também simboliza a relação do homem com a floresta. Na maioria dos casos só lhe interessa o tronco das árvores.

8 e 9 – SEM PÉS NEM CABEÇA I e II

Houve um incêndio. Muitas árvores foram queimadas. Umas morrem outras sobrevivem e voltam a rebentar.

Ninguém se preocupa em limpar a massa queimada e morta. País rico!?

10 – PÉ VIVO EM CORPO MORTO

A árvore é um ser vivo. Numa floresta há dezenas, centenas e até milhares de indivíduos. Como nós são todos diferentes embora pertençam à mesma espécie.Todos merecem ser bem tratados e de igual modo.

11 – TODAS DIFERENTES TODAS IGUAIS

Imagem construída com exposição múltipla. A limpeza faz-se retirando a massa morta e as espécies não desejadas. Neste caso a limpeza é a fogo porque aguarda o próximo incêndio.

12 – FLORESTA COM LIMPEZA A FOGO

Um velho provérbio diz “As árvores morrem de pé”. E uma da imagem faz jus ao provérbio. Morte por doença? Talvez, quem sabe? Duas certezas: não teve morte violenta nem morreu sozinha. Sempre teve junto de si familiares, vizinhos e amigos.

13 – UMA MORTE ASSISTIDA

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Fotografia Criativa | Creative Photography

15 Junho, 2008
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No PhotoGrácio 12 (Out a Dez 2006) interroguei-me sobre o que é a Fotografia. É um conceito muito abrangente e tendo fronteiras mal definidas está em contínua evolução. Na fotografia documental, ilustrativa e em muita da chamada fotografia de paisagem houve e há a permanente preocupação da nitidez. Até aos nossos dias a história da fotografia está cheia de ilustres fotógrafos que a defenderam e praticaram. Talvez o mais relevante seja o americano Ansel Adams (1902 – 1984) que foi pioneiro a retratar profundamente as paisagens do Oeste americano e que criou o Sistema de Zonas para determinar os
valores de uma correcta exposição.

De um modo geral todos os elementos do Grupo f/64, de que ele foi co-fundador, foram praticantes deste tipo de fotografia. Velocidades lentas, pequenas aberturas e nitidez por toda a imagem. Mas se eram rigorosos quanto às formas, no sentido de serem um espelho da realidade, já não o eram no que respeita às cores e tonalidades.
A visão da “straight photography”veio a alterar-se com o surgimento e a difusão da fotografia a cores. Por sua iniciativa ou por pressão dos interesses comerciais muitos fotógrafos passaram a dar mais importância à cor em detrimento, por vezes, da forma. É assim que se revelam os chamados fotógrafos criativos e versáteis.

Um dos seus máximos expoentes foi, sem dúvida, o austríaco Ernst Haas (1921 – 1986) que entre 1949 e 1962 pertenceu à famosa Agência Magnum ainda hoje existente. Inovativo, pouco dado a usar o tripé (acessório indispensável aos do Grupo f/64) mas com aquela centelha que marca os verdadeiros artistas. Ainda hoje é considerado um génio por profissionais do sector. Fez milhares de fotografias clássicas de alta qualidade mas a sua auréola advem de ter sido o primeiro a apresentar imagens desfocadas e difusas para acentuar a noção de movimento, o “flow”.

Ficaram-me na memória as suas fotografias de uma tourada, de cavalos a galope e de uma ave em voo. Isto faz-me lembrar a velha história do “Ovo de Colombo”. A técnica requer um pouco de prática mas é hoje relativamente fácil e acessível, mas Ernst Haas foi o primeiro a executá-la com um fim prèviamente estabelecido. Romper com o que nos ensinaram e se pratica nunca é fácil. Inovar é, muitas vezes, fazer uso, ainda que inconscientemente, do pensamento lateral, o “lateral thinking”.
Das quatro fotografias que agora apresento só a da Barragem de Pracana, concelho de Mação foi tomada usando os processos tradicionais. A 20 é da margem dessa barragem e a 21 de uma parte do seu espelho de água. Em momentos e locais diferentes. Já a 22 é a estilização de um bando de aves chamadas Abibes que em algumas regiões também são conhecidas por Ventoínhas. Nestas três últimas fotografias há um factor comum na captação das imagens: a movimentação da câmara. O mesmo acontece com as fotografias
06 e 07.

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19 – BARRAGEM DE PRACANA

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20 – À MARGEM DA MARGEM

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21 – ESCRITO NA ÁGUA I

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22 – VENTOÍNHAS

Numa próxima actualização continuaremos com este assunto indicando alguns fotógrafos profissionais que utilizam outras tecnicas para realizarem fotografias criativas.”

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