Archive for Outubro, 2008

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Libélula | Dragonfly – Trithemis annulata

31 Outubro, 2008

Na Grã-Bretanha, apesar de ausente, deram-lhe os nomes “Violet Dropwing”e “Violet-marked Darter”. Em França, onde só existe em áreas do Sul e Sudoeste, é conhecida por “Trithemis annelé” ou “Libellule Purpurine”. Na Península Ibérica, onde já se estende por metade do território, não tem nome vulgar.

1 – Trithemis annulata

2 – Trithemis annulata

Esta é mais uma libélula de origem africana que entrou na Europa pelas vias mediterrânicas e que se
tem vindo a expandir para o Norte. O primeiro registo na Península Ibérica ocorreu em Espanha em 1981, mas no Sul de França a sua presença só foi assinalada em 1994.Em Portugal está referenciada desde 1983 e a sua área de distribuição já abrange, no mínimo, toda a parte sul e central do território continental até às margens do Mondego. A T. annulata é considerada uma espécie bastante comum.

Os machos nascem amarelados e no decurso do período de maturação tornam-se progressivamente alaranjados e depois vermelhos. Com a idade o tórax e o abdómen cobrem-se com uma pulverulência azul-violácea. Esta coloração e as pernas pretas são dois caracteres externos que os distinguem dos machos do Crocothemis erythraea. As fêmeas são castanho-amareladas com uma grande mancha amarela na base das asas posteriores e com marcas dorsais pretas nos segmentos 8 e 9 do abdómen. A mancha amarela e as marcas dorsais também estão presentes nos machos. Nestes as nervuras das asas são avermelhadas enquanto as das fêmeas são amareladas.

3 – Trithemis annulata macho

4 – Trithemis annulata fêmea

O género Trithemis engloba cerca de quarenta espécies a maioria das quais vive em África especialmente na zona da Etiópia. A T. annulata é a única que, até agora, se conseguiu estabelecer na Europa Continental. Um seu parente, a Trithemis arteriosa, com o abdómen um pouco mais delgado e os machos sem a pulverulência azul-violácea, pode ser encontrado nas Ilhas Canárias. A T. annulata vive em zonas de águas estagnadas bem como em rios e ribeiras de fracas correntes.

O seu período de voo estende-se de Abril a Novembro. Como verdadeiro insecto africano prefere os dias de céu limpo parecendo ser pouco sensível aos aumentos de temperatura. Por este facto é normal vê-lo ao Sol, em pleno meio-dia de um dia de calor, pousado nas pedras ou nos poleiros junto da margem da água. A sua posição mais frequente é conhecida por “obelisco”, isto é, com o abdómen voltado para o Sol para reduzir a área exposta à sua acção directa e a asas abertas e perpendiculares ao abdómen. Numa variante desta posição as asas são dirigidas para a frente de forma divergente e fazendo sombra sobre a cabeça.

5 – Trithemis annulata em “Obelisco”

6 – Trithemis annulata

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Fotografia Creativa (III) | Creative Photography (III)

15 Outubro, 2008

No primeiro post deste tema referimo-nos a Ernst Haas como um dos grandes mestres, talvez o primeiro,
da fotografia a cores. Voltámos a falar dele no segundo post e também de um dos expoentes máximos da fotografia criativa a preto e branco, o americano Jerry Uelsmann.

A estrela escolhida para este post é o canadiano Freeman Patterson. Vive em New Brunswick, Canadá, perto da casa onde nasceu. É bacharel em filosofia pela Arcadia University, mestre em teologia pelo Union Seminary da Columbia University e estudou fotografia e artes visuais em New York.

Em 1965 abraçou a carreira de fotógrafo profissional a qual tem sido marcada por inúmeros sucessos. De entre eles salientamos:

  • 1973 : Início de Workshops de fotografia em New Brunswick;
  • 1984 : Co-fundador na África do Sul do Namaqualand Photographic Workshop;
  • Workshops de fotografia nos EUA,Grã-Bretanha,Austrália,Nova Zelândia e Israel;
  • Já publicou mais de dez livros.Mencionamos apenas três:”Photography of the Natural Things”, “Photography and the Art of Seeing” e “Photo Impressionism ans the Subjective Image”, este de parceria com André Gallant;
  • Da longa lista de prémios que lhe foram atribuídos apenas referimos dois:

– Em 1967 a Gold Medal for Photographic Excelence do National Film Board do Canadá;

– Em 1971 o Lifetime Achievement Award pela North American Nature Photography Association
( NANPA ).

Perante este currículo a excelência fotográfica de Freeman Patterson fica a todos os títulos comprovada. Para nós ele é o filósofo e o poeta da fotografia. A sua formação teórica e a sua longa experiência fotográfica são de uma solidez invejável.O seu estilo é inconfundível.Às cores vibrantes e contrastadas ele prefere,  tal como Steichen, as pouco saturadas e as suaves tonalidades. A sua explicação e interpretação das fotografias são uma fonte permanente de ensinamentos. Vale a pena ler um qualquer dos seus livros.

Para o meu gosto apenas faço um reparo ao uso frequente de exposições múltiplas que em alguns casos ultrapassam a dezena. Um pormenor interessante: Embora se considere um fotógrafo da natureza, “The natural things”, os seus livros incluem sempre fotografias com a figura humana. Para ele, e com razão,  o homem, como qualquer animal, faz parte da natureza. E esta atitude não impediu que lhe atribuissem o melhor prémio da NANPA.

Fazendo jus a essa interpretação terminamos com algumas fotografias com presença humana ou sobre
a sua actividade.

1 – PÚBLICAS VIRTUDES

2 – CONVERSAS NA BRUMA

3 – O BALOIÇO E O ESCORREGA

4 – UMA SOMBRA DE MIM PRÓPRIO

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A Árvore e o Fogo (III) | The Tree and the Fire (III)

1 Outubro, 2008

14 –  DESFLORESTAÇÃO

15 –  DESFLORESTAÇÃO

Forças que pelos mais diversos motivos pretendem derrubar as árvores e eliminar as florestas, em especial de espécies protegidas por lei, ou que, muitas vezes, se situam em zonas de reconhecido interesse público ambiental onde este tipo de alterações carece de autorização prévia. A primeira imagem inclui um poste com linha telefónica.É que mesmo no caso do uso da politica do facto consumado tem de haver coordenação e comunicação.Há sempre coniventes.

16- NÃO HÁ ESTRELAS NO CÉU

É dia mas a escuridão abate-se sobre a terra. Avizinham-se momentos difíceis e muitas vezes evitáveis. Aquela luz é suave mas enganadora. Não há estrelas no céu. Foram para “outra guerra” e deixaram a floresta desprotegida.

Continua…

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