Archive for Fevereiro, 2009

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Ver ou não ver | To see or not to see

15 Fevereiro, 2009

“To be or not to be – that is the question.
To see or not to see – that is an answer”
Ernst Haas

No passado mês de Setembro assisti pela primeira vez à emissão de um espectáculo de televisão. Espectáculo emitido em directo a partir de um recinto ao ar livre da empresa Bacalhoa Vinhos em Azeitão. Como tinha comigo o equipamento fotográfico resolvi fazer uma reportagem fotográfica.D e um conjunto de 48 fotografias escolhi estas 4 sob o tema comum “Analogias e Contrastes”.

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I – Analogias e Contrastes

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II – Analogias e Contrastes

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III – Analogias e Contrastes

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IV – Analogias e Contrastes

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À volta de uma flor I | Around a flower I

1 Fevereiro, 2009

Luz e uma flor, um jardim.

Não é o milagre das rosas mas o milagre da fotografia. Uma simples flor,  esta ou outra qualquer, transforma-se com a luz, com o ponto de vista e com o tempo.

Anda-se em redor desta ou daquela mas sempre de uma de cada vez. Hoje de manhã e amanhã à tarde. A semana passada com uma de tons mais quentes, perdida que está a verdura dos primeiros tempos, e que vai suavemente estiolando.

Na próxima semana com uma jovem,  ainda em botão, que vai desabrochar mais tarde. E assim se constrói um jardim. De flor em flor, de vista em vista, de real em imaginário e de imaginário em real.  Sem se dar por isso surgem várias dezenas de fotografias e de flores. Em alguns casos até se duvida que sejam da mesma espécie. Noutros se são mesmo flores. Mas são. Certamente híbridos pertencentes ao género Agapanthus. A forma pode estar alterada. Os contornos podem não corresponder à imagem a que estamos habituados.

Como dizia Man Ray a propósito das suas célebres fotografias sem câmara a que chamou “Rayogramas”: Tudo pode ser transformado, deformado e eliminado pela luz. Ela é flexível como o pincel….. É a luz quem cria”. No meu caso a câmara e a objectiva são indispensáveis. Por outro lado não trago as flores para casa. Vou ao local onde nasceram e desabrocharam. De cada clique nasce uma fotografia que mais tarde pode vir a ser eliminada. Não há sobreposições ou fotomontagens tanto digitais como analógicas.

Para os descrentes, e que têm todo o direito de assim permanecerem, apenas me ocorre argumentar, ressalvada a devida notoriedade, com a citação do fotógrafo e colunista Dewitt Jones na revista Outdoor Photographer de Novembro de 2008:  ”Everyone discusses my art and pretends to understand as if were necessary to understand,when it is simply necessary to love”.


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I – Agapanthus

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II – Agapanthus

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III – Agapanthus

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IV – Agapanthus

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V – Agapanthus


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