h1

Jonh Shaw, 1944

1 Março, 2009

Para ficar bem com a minha consciência devo referir a grande influência que teve na minha fotografia o fotógrafo americano John Shaw. Para mim ele está para a fotografia a cores como Ansel Adams esteve e está para a fotografia a preto e branco. Os livros de John Shaw, especialmente o primeiro, “The Nature Photographer’s Complete Guide”, publicado em 1984 e hoje esgotado, deram-me a conhecer os fundamentos da técnica e da composição fotográficas. Mas tanto no primeiro como nos cinco que se lhe seguiram a utilização da técnica, da composição, dos equipamentos e dos acessórios é descrita até aos mais ínfimos pormenores.

E as suas imagens são verdadeiros espelhos da sua escrita. De uma nitidez fantástica, luminosas, com completo controlo das altas e das baixas luzes e com composições perfeitas. Enfim, um mundo natural que já não parece deste mundo. Tudo isto não é nada fácil. Mas suspeito que, à semelhança de Ansel Adams, o seu trabalho em estúdio seja de grande rigor, metódico, exaustivo e analisado e corrigido ao pormenor com elevadíssimas ampliações. Esta atitude é absolutamente legítima mas posso não estar a ser justo, é apenas uma presunção.

A minha grande admiração por John Shaw não está só. Pelos seus pares nos EUA ele foi o primeiro a receber em 1997 o “Outstanding Photographer Award” concedido pela NANPA (North American Nature Photography Association). Em 2002 a Nikon proclamou-o “Legend Behind the Lens” e em 2006 a Microsoft designou-o “Icon of Imaging”. Num mercado tão competitivo como o americano isto quer dizer que estamos perante um fotógrafo “Fora de Série”.

Desde há vários anos John Shaw dedica-se ao ensino da fotografia, seja em seminários que se vão realizando nos diversos estados americanos, seja liderando safaris fotográficos, do Ártico ao Antártico, organizados pela empresa Joseph Van Os Safaris.

Recentemente John Shaw fez-me uma surpresa. No seu terceiro livro, “Focus on Nature”, há um pequeno capítulo sobre a presença humana na terra e a sua opinião de que a fotografia da natureza não devia excluir o homem. Mas as imagens desse capítulo não vão além de campos de trigo, de velhos armazene em madeira e de petróglifos com desenhos de índios americanos.

A primeira e única fotografia que lhe conhecia com uma figura humana só apareceu cinco anos mais tarde, em 1996,na sobrecapa do seu penúltimo livro, “Business of Nature Photography”.

Agora ao visitar o seu sítio na Internet – www.johnshawphoto.com – deparei com várias fotografias de ruas e janelas de localidades da Provença e uma inteira galeria sobre um rancho americano com cowboys e cavalos. Neste caso como em outros de conhecidos e laureados fotógrafos da natureza é recente e muito interessante a inclusão da figura humana nas suas obras. Mas a expicação do fenómeno está ainda por fazer.

No seu livro “Landscape Photography” John Shaw apresenta quatro imagens do mesmo local, representativas das quatro estações do ano, para enfatizar a influência do tempo na mudança de uma paisagem. Mas para este efeito não é preciso esperar um ano. A todo o momento muda a nossa percepção e visualização do mundo que nos rodeia. De forma mais modesta e menos qualificada registei as mudanças num campo de girassol durante os três meses do Verão as quais podem ser observadas nas três fotografias abaixo.

0601-campo-girassol-julhoI – Campo de Girassol em Julho

0602-campo-girassol-agostoII – Campo de Girassol em Agosto

0603-campo-girassol-setembroIII – Campo de Girassol em Setembro

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: