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Libélulas | Dragonflies

1 Janeiro, 2010

Na edição nº 29 – 22 de Setembro a 21 de Dezembro – da revista Parques e Vida Selvagem do Parque Biológico de Gaia foi publicado um artigo do autor desta folha. Infelizmente por imperativos gráficos o artigo saíu sem várias imagens o que retirou alguma força ao texto. Vamos agora publicar a versão integral acrescentando-lhe apenas a observação indicada por uma investigadora da Universidade do Porto.

LIBÉLULAS | DRAGONFLIES

Observar e Fotografar – Parte I
To See and to Photograph – 1st Part

O sistema fotográfico digital ,quer por economia de meios,quer por facilidades técnicas,veio permitir aos fotógrafos da natureza,especialmente aos  amadores, a realização de alguns sonhos. Entre eles o da fotografia de insectos.Alterar o ISO,a sensibilidade,e seguir fotografando é uma vantagem formidável. Ainda melhor é a possibilidade de premir o disparador ,ver de imediato a imagem captada e aceitar ou corrigir os elementos fotográficos. Isto é um salto técnico extraordinário na história da fotografia da natureza. O sistema da Polaroid de certo modo já permitia isto mas nunca teve as valências técnicas necessárias a este tipo de fotografia.

Hoje pode-se fotografar tudo – ou quase tudo – sem necessidade de recorrer a equipamentos altamente especializados. Uma “bridge” (câmara que faz a ponte entre uma compacta e uma com capacidade para intermutar objectivas) com um bom zoom, é geralmente uma solução satisfatória. É que perante um alfaiate lacustre (1) – Gerris lacustris – caminhando sobre a água, uma borboleta da couve (2) – Pieris brassicae – ou uma mosca (03)  – Episyrphus spc. em voo, o segredo do sucesso fotográfico pode estar escondido na paciência, na determinação e até no acessório de três pernas, o tripé.

1 – Alfaiate lacustre – Gerris lacustris

2 – Borboleta da couve – Pieris brassicae

4 – Mosca Episyrphus spc

Muitos fotógrafos preferem os insectos mais vistosos e/ou mais raros.Nestas categorias podemos apontar o imponente Vespão (4) – Vespa crabro, –  a maior vespa da Europa – espectacular fabricante de “papel prensado” e a sempre bela e escassa Apatura ilia (5), ambos residentes e habituais visitantes do Parque Biológico de Gaia.

4 – Vespão – Vespa crabro

5 – Borboleta Apatura ilia

Mas há uma ordem de insectos que, tanto do ponto de vista científico como fotográfico, tem vindo a cativar cada vez mais adeptos. É a ordem Odonata a que pertencem as libélulas (Anisoptera) e as libelinhas (Zygoptera) que designaremos genericamente por libélulas. Embora sejam completamente inofensivas para o homem nos meios rurais chamam-lhes “Tira-olhos”.

Até agora foram registadas em Portugal 65 espécies diferentes de libélulas. Estes insectos são verdadeiros bio-indicadores tanto da qualidade da água, como do ambiente. Convém lembrar que a maior parte da sua vida ocorre em ambiente sub-aquático sob a forma de ovos e de larvas e que a poluição da água pode ser fatal para algumas espécies. Um fenómeno que os investigadores seguem com toda a atenção é o da expansão para Norte da Europa de espécies oriundas de África. Os motivos deste comportamento poderão ser complexos mas certamente não serão alheios às alterações climáticas e, em especial, ao aquecimento global.

Na nossa opinião as libélulas são tão belas como as borboletas. Veja-se,por exemplo, o inconfundível Crocothemis erythraea (6), de cor vermelha “da cabeça aos pés” ou a jovem e delicada Ischnura pumilio (07) na sua fase laranja, dita “aurantiaca”.

6 – Crocothemis erythraea

7 – Ischnura pumilio


(Continua)

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