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FloraVisão I | FloraVision I

15 Maio, 2010

Alfred Stieglitz (1864–1946), Americano, fotógrafo. Um homem empreendedor e de grande dinamismo que se bateu duramente para que a fotografia fosse aceite como arte. Nos últimos anos do sec. XIX e nos primeiros do sec XX pertenceu aos mais importantes movimentos que alteraram o modo de ver e fazer fotografia. Foi um dos expoentes máximos do Pictorialismo, depois co-fundador da Photo-Secession e, mais tarde, defensor acérrimo da “straight photography”. Ele e o seu amigo Steichen (1890 – 1973) dominaram o mundo da fotografia no primeiro quartel do sec. XX durante o qual também promoveram a difusão da pintura e escultura europeias na América do Norte. A Stieglitz se deve, e de certo modo também a Steichen, a que é ainda hoje considerada uma das melhores revistas de fotografia de todos os tempos, a Camera Work (1903 – 1917)*.

Depois da 1ª Grande Guerra, no Verão de 1922, na sua casa de campo junto ao Lago Jorge (Lake George) Stieglitz começou a fotografar nuvens a que deu o nome de “Music: A Sequence of Ten Cloud Photographs”. No ano seguinte repetiu o trabalho e deu à série o nome de “Songs of the sky”.

Depois, em 1925, talvez influenciado pela obra de Kandinsky, “On the Spiritual in Art”, passou a designar as suas fotografias de nuvens por Equivalentes. As nuvens deixaram de ser meras abstracções ou simples jogos de formas. Acima de tudo elas passaram a ser ideias, símbolos com valor espiritual. É curioso notar que por esta altura ele fotografava obsessivamente a sua mulher, a pintora Georgia O´Keeffe e certamente não houve apenas motivos espirituais para as fazer.Talvez por isso não receberam o nome de Equivalentes.

As fotografias que aqui apresentamos também não são Equivalentes, porque em quase todas lhes falta o cariz espiritual. Pelo facto de se manterem ligadas à forma a maioria delas apenas revela analogia ou semelhança. Nestes casos o que se vê é um indivíduo do reino vegetal que, por um acaso da mãe Natureza ou por efeito de uma acção deliberada do fotógrafo, se assemelha a um indivíduo do reino animal. Mas noutros casos o que se pretende salientar é a essência cromática das folhas, das flores e das plantas ou tão só um pormenor. Os aspectos cromáticos revelam-se muitas vezes em movimentos de visões abstractas da flora e do meio envolvente.

*Em 2008 nas comemorações do seu 25º Aniversário a editora TASCHEN reuniu em livro uma edição especial com o título “Camera Work” onde podemos admirar todas as fotografias dos 50 números da revista.

Obsv. – Na penúltima imagem os olhos,o nariz e a boca foram colocados via Photoshop.

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