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Orquídea | Orchid – Orchis collina / Orchis saccata

15 Dezembro, 2010

 

A designação desta orquídea tem origem no latim “collinus”que significa”da colina”. Por isso em França chamam-lhe “Orchis des collines”. Para os ingleses,embora a sua área de distribuição não inclua a Grã-bretanha,é a “Fan-lipped orchid”, talvez porque sendo o seu labelo inteiro tenha algumas semelhanças com um leque. Os nossos vizinhos espanhois, por razões que desconheço, chamam-lhe “orquídea pobre ou orquidilla”. Entre nós não há estes problemas, é apenas a “Orchis collina”.

Esta orquídea floresce em charnecas e sítios secos nas zonas de plena luz sobre substractos alcalinos e, outras vezes , calcáreos. É considerada uma planta robusta que se desenvolve até 40 cm de altura .O labelo sem pintas é geralmente rosa-vermelho.  No entanto,em 1999, na província de Almeria, Espanha, foi assinalada a variedade “flavescens”com o labelo de cor amarelada.

É uma orquídea com uma distribuição eminentemente mediterrânica tanto pela zona Sul da Europa do Sul como pela zona Norte da África do Norte. Mas sempre escassa e dispersa. Em França, apesar de protegida a nível nacional,parece que está extinta. Só existia no SE no pequeno Departamento de Var onde se situa a célebre estância de turismo de Saint-tropez.

Na vizinha Espanha a sua distribuição concentra-se na Andaluzia,especialmente nas províncias de Málaga, Granada e Almeria, e em menor densidade na Extremadura, nas províncias de Badajoz e de Cáceres. A sua presença estende-se ainda pelas províncias mediterrâneas de Murça e Alicante bem como à Ilha Maiorca nas Baleares. Segundo Manuel Parra e Estrella Dominguez, autores do livro “Guia de campo de las orquídeas silvestres da Andalucia” a O. collina está ausente das províncias de Huelva e Sevilha.

Contudo,os autores da “Flora iberica ,Vol.XXI” do Real Jardin Botânico, CSIC ,que é a grande referência para os estudos da flora peninsular,consideram que ela está presente na província de Sevilha. Em ambos os casos há acordo sobre a sua ausência da província de Huelva.

Qual a razão de tanto pormenor acerca da sua distribuição em Espanha? Apenas porque ela nos pode fornecer algumas pistas sobre a sua presença em Portugal.

A existência da O. collina em Portugal é muito recente. Segundo Daniel Tyteca (in Journal Europaischer Orchideen,1997) a primeira referência oficial é de Pinto Gomes em 1992 mas em termos pouco explícitos. O mesmo autor e investigador belga diz que não encontrou nenhum “especime” nos herbários Portugueses mas em Março de 1996 teve a oportunidade de observar e contar 33 indivíduos “of this very nice Orchis” em ambas as encostas da Serra de Ficalho no Baixo Alentejo.

Durante dois anos percorri sem sucesso esta Serra. Sem a ajuda do Eduardo Marabuto (vidé post de 15 Jan 2009) não sei quantos mais anos levaria para a encontrar. E andei sempre tão perto. Mas sendo escassa e dispersa não admira.

Tendo em atenção a sua ausência da província de Huelva creio que não vale a pena procurá-la para Sul de Vila Verde de Ficalho. Mas para Norte há boas hipóteses. Ela até já foi referenciada em Vale de Vargos a NNW de Vila Verde de Ficalho.

No livro “Orquídeas de Extremadura”de Pérez Chiscano/Gil Llano/Durán Oliva (Primera Edicion, Madrid, 1991), os autores referem a sua presença, por exemplo, em Valverde de Leganés, junto a Olivença, ou seja ,em frente ao Alandroal e em Jerez de los Caballeros a NE de Barrancos.

Além da sua escassez e dispersão existe outro facto que justifica ser pouco vista. É a sua precocidade. Em Portugal o pico da floração pode ocorrer na segunda quinzena de Fevereiro.

Orchis collina

Orchis collina

Orchis collina

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Graciphoto Nº 9

10 Dezembro, 2010

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Ver ou não ver VI | To see or not to see VI

1 Dezembro, 2010

To be or not to be that is the question. To see or not to see that is one answer

Ernst Haas, Photographer

 

 

Cordão de iluminar

 

Cordão de dominar

 

Cordão de enfeitar

 

Cordão de escutar

 

Cordão de umbigo

 

 

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