Archive for Novembro, 2011

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A Água e a Luz III | The Water and the Light III

15 Novembro, 2011

Nesta terceira edição a água é salgada. É água do mar.

Na segunda e terceira imagens ela já não é visível porque se evaporou ou se infiltrou na areia. Todas elas foram captadas em período de férias. Já por diversas vezes me tinha arrependido de não levar para a praia a máquina fotográfica. É entre a praia-mar e baixa-mar, mais perto desta do que daquela, que a natureza, neste caso a água das ondas na fase de recuo, imprime na areia imagens de grande beleza. Não é cómodo levar para a a praia o equipamento fotográfico. Ao mencionar “equipamento” refiro-me não só à câmera e à objectiva (de preferência um zoom) ,mas também ao tripé. Mas porquê o tripé, é mesmo necessário? É.

Já ouviram falar da “twilight”, aquela luz crepuscular que surge meia-hora antes do nascer do Sol e volta a sugir após o seu ocaso por outro período de meia-hora? Muitos fotógrafos consideram que é nestes dois pequenos períodos que geralmente ocorre a melhor luz para a fotografia. Mas há mais dois períodos. Um na primeira meia-hora de luz do Sol e outro na última meia-hora, a que antecede o pôr do Sol. Para fotografar os desenhos na areia prefiro estes dois últimos  periodos. A luz é suave e de cores quentes. Outro factor determinante é ser razante. Ao projectar sombras em qualquer saliência da areia dá maior volume ao desenho e fá-lo ressaltar do meio envolvente.
Os americanos designam este efeito por “pop up”.

Mas então onde é que aparece o tripé? O tripé tem de estar sempre presente. A luz é fraca e os pontos dominantes escasseiam ou não existem. Se queremos todo o objecto nítido é necessário uma velocidade lenta e uma abertura pequena (f de valor alto) para uma boa profundidade de campo. Isto só se consegue com a câmera num suporte estável. Não havendo ponto dominante o tripé tem de ser colocado na altura máxima. Ah e a sensibilidade, o ISO !!!? Em alguns casos podemos ser tentados a aumentá-lo, especialmente se houver muito vento, mas temos de estar conscientes da degradação da qualidade da imagem.

A água e a luz

A água e a luz


A água e a luz

A água e a luz

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Graciphoto 20

10 Novembro, 2011

 


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Insectos III | Insects III

1 Novembro, 2011

Desta vez escolhi dois insectos relativamente vulgares cada um com duas imagens.Eis as do primeiro:


Lilioceris lilii

Lilioceris lilii em cópula

Este bonito escaravelho pertence,òbviamente, à ordem Coleoptera. Dentro desta ordem está integrado na família Chrysomelidae, sub-família Criocerinae, e género Lilioceris. O seu nome científico é Lilioceris lilii.

 
Os ingleses chamam-lhe “Scarlet lily beetle” e os franceses “Le Criocère du lis”. Para os espanhois é o “Criócero de la azucena” mas entre nós desconfio que não tem nome vulgar. Talvez seja apenas um pequeno escaravelho bonito com um vermelho brilhante. Mas,como em quase tudo na vida, ”Não há bela sem senão”. Estamos perante um destruidor implacável das plantas liliáceas. É por isso que os espanhois se referem á açucena,uma liliácea.

Flor de Açucena

Esta flor de açucena – Lilium longiflorum – a que os ingleses chamam Easter lily, nasceu, por puro acaso, voltada para a parede.Não o fez para se defender do escaravelho. Se este estivesse presente ela nunca veria a época da Páscoa porque seria comida enquanto botão floral.
Trata-se de um insecto muito bem estudado porque nas últimas duas décadas alargou extraordinàriamente a sua área de distribuição. Em algumas zonas é até considerado uma praga infestante. Supõe-se que a sua origem é euroasiática. No Reino Unido em 1939 foi referenciada uma pequena colónia no Surrey que se manteve confinada a esta parte SE até finais de 1980. A partir daí deu-se uma “explosão” demográfica e territorial. Esta alteração ficou provada no estudo que a Royal Horticultural Society efectuou entre 2008 e 2010 ao receber mais de 4500 registos da presença da espécie sendo a maioria provenientes de novas áreas.Já repararam!! Um estudo para conhecer a distribuição de um pequeno escaravelho. É outro mundo. Actualmente distribui-se por toda a Europa. Na Ásia pode ser visto na China, Mongólia, Casaquistão e Turquia. Em África a sua presença apenas foi referenciada em Marrocos e na Argélia. Já na América do Norte estende-se pelos
EUA e pelo Canadá. O segundo insecto é um himnóptero.

Bombus pascuorum


Bombus

Está identificado como Bombus pascuorum pertencente à família Apidae e à sub-famílía Bombinae. Para os ingleses é o “Common carder bumblebee” e para os franceses o “Bourdon roux”ou “Bourdon des champs”. Este abelhão é um insecto social que vive em colónias anuais. O ninho é construído em cavidades naturais do solo ou na base de tufos de ervas. Por vezes também se localizam em ninhos abandonados de aves. O ninho consta de alvéolos de cera ou de resina.

É um insecto pouco agressivo e que só pica se for incomodado.A sua longa tromba ou língua serve para penetrar nos cálices florais e aí aspirar o nectar e o polen. Voando e andando de flor em flor tem um importante papel como polinizador.

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