Archive for Junho, 2012

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Voos VII | Flies VII

15 Junho, 2012

As aves desta sétima série pertencem todas à mesma Ordem, a Ordem dos Passeriformes, que em Portugal engloba 23 Famílias. Todas elas se caracterizam por aves de pequeno porte com excepção das da Família Corvidae a que pertence o Corvo (Corvus corax), o qual pode atingir 60 cm de comprimento.

As espécies escolhidas são todas relativamente pequenas. Os seus comprimentos, medidos entre a ponta do bico e a extremidade da cauda, variam entre os 12 cm do Cartaxo-comum (Saxicola torquatus), os 15 cm da Andorinha-das-rochas (Ptyonoprogne rupestris) e do Pardal-de-telhado (Passer domesticus) e os 17 cm da Andorinha-dáurica (Cecropis daurica) e da Ferreirinha-serrana (Prunella collaris). Esta última, até há pouco tempo conhecida por Ferreirinha-alpina, é uma invernante do nosso país considerada rara e localizada. Não é fácil fotografar qualquer destas aves dadas as suas reduzidas dimensões. À Ferreirinha-serrana, além de ser uma ave pequena e rara, acresce uma terceira dificuldade, o seu voo bastante rápido.

Cartaxo-comum

Andorinha-das-rochas

Andorinha-dáurica

Pardal-de-telhado

Ferreirinha-serrana

Nota: Os dados técnicos contidos no texto foram seleccionados dos livros de aves referidos nesta página nos dias 15 de Abril de 2011 e 15 de Jan de 2012.

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Graciphoto 27

10 Junho, 2012

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Borboletas Nocturnas II | Moths II

1 Junho, 2012

No passado mês de Fevereiro apresentámos três espécies de borboletas da família Zygaenidae. Borboletas que voam de dia mas que são consideradas borboletas nocturnas. Hoje continuamos com duas espécies da família Sphingidae que também voam de dia mas que pelos mesmos motivos estão também classificadas como borboletas nocturnas.

A primeira, bastante comum,aparece com frequência em jardins e pela sua velocidade e  comportamento constitui um desafio permanente aos fotógrafos da natureza. O seu nome científico é Macroglossum stellatarum.

Nos países de língua inglesa é conhecida por “Hummingbird hawkmoth” dada a semelhança com o Colibri ou Beija-flor na forma de captar o néctar. Os franceses chamam-lhe “Moro-sphinx” e os espanhóis surpreendentemente escolheram “Cola de paloma” ou seja “Rabo de pomba”. A comunidade portuguesa que se interessa por borboletas usa chamar-lhe “Colibri” ou “Beija-flor”.

Tal como a ave que lhe dá nome esta borboleta tem a capacidade de efectuar voos estacionários durante os quais estende o seu longo proboscídeo para sugar o nectar das flores.E,como diria o mestre Cartier-Bresson,este é o “momento decisivo” para o fotógrafo clicar no disparador da câmara.

Beija-flor

Beija-flor

As lagartas da M. stellatarum alimentam-se de plantas das famílias Rubiaceae e Asteraceae. No primeiro caso podemos citar,por exemplo, o Amor-de-hortelão e no segundo o Cardo-do-coalho. O Inverno é normalmente passado no estado de crisálida mas por vezes há insectos que lhe conseguem sobreviver. Por isso em Invernos menos rigorosos é possivel ver esta borboleta durante todo o ano.

Um dos seus comportamentos mais intrigantes é que não gosta de voar nos períodos do dia em que a temperatura atinge os máximos valores. Os especialistas que a estudaram alegam que nesses períodos é acometida de um certo torpor que a impelem a descansar. Para voar de flor em flor prefere o período da manhã depois de desaparecer a friagem da noite e ao fim do dia nas duas últimas horas antes de anoitecer.

Em certo momento, que agora deduzo ter sido de entorpecimento, observei uma destas borboletas a alimentar-se e que, de repente, se afastou das flores para pousar numa zona sombria. Como nunca tinha visto a borboleta pousada aproveitei para a fotografar.

Beija-flor

Há uma outra borboleta aparentada com esta e também pertencente à família Sphingidae. É a Hemaris fuciformis. Os ingleses ch amam-lhe “Broad-bordered bee hawkmoth” e os franceses “Sphinx bourdon”. Os espanhois, talvez para contrariar os ingleses ,deram-lhe o nome de “Cristalina borde estrecho”. Em Portugal creio que ainda não tem nome.

As suas lagartas alimentam-se de plantas do género Lonicera (Madressilva). A literatura a que tive acesso é omissa sobre a possibilidade de sobreviver ao Inverno. Tal como a sua “prima” passa a estação fria no estado de crisálida dentro de um casulo de seda escondido no solo.

O acontecimento mais marcante desta espécie ocorre durante o primeiro voo do insecto. Na fase final da eclosão pode dizer-se que a borboleta nasce com as asas cobertas de escamas. Mas durante o primeiro voo muitas das escamas caem e grande parte das asas fica transparente. Com este comportamento fica mais parecida com uma abelha e menos sujeita a ataques de predadores.

Hemaris fuciformis

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