Archive for Dezembro, 2012

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Orquídeas | Orchids – Erva-borboleta

15 Dezembro, 2012

Esta é uma orquídea de fácil identificação que até há pouco tempo pertencia ao género Orchis. Entretanto alguns dos grandes especialista na matéria consideraram que as suas características tinham maior correspondência com as do género Anacamptis. Por isso passou a ser a Anacamptis papilionacea.

Como o seu labelo faz lembrar as asas de uma borboleta é conhecida entre nós por Erva-borboleta.Embora ausente da Grã-Bretanha os botânicos locais designaram-na Pink butterfly orchid. Os franceses chamam-lhe Orchis papillon. Para os nossos vizinhos tanto pode ser”Hierba del muchacho” como Orquídea mariposa ou até Lírio rojo.

Apesar se ser uma espécie poliforma e com variações cromáticas os botânicos do Conselho Superior de Investigações Científicas de Madrid não aceitam a existência de subespécies. A justificação é sempre esta: os grupos classificados pela coloração das peças florais não têm correspondência com os do seu tamanho existindo plantas com caracteres intermédios em ambas as classificações. Os que não concordam admitem a existência de duas subespécies. A subespécie grandiflora de flores maiores e a subespécie papilionacea de flores mais pequenas. Àquela os franceses chamam subespécie expansa.

Esta orquídea é polinizada por himnópteros do género Eucera. Ocorre até aos 1300 metros de altitude e tem uma distribuição mediterrânica:  Península Ibérica, sul de França, Itália e Balcãs, Chipre,Turquia e norte de África. Em Portugal pode der vista entre Março e Junho no Baixo e Alto Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral.

As imagens aqui apresentadas foram captadas no PNSAC.

Anacamptis papilionacea

Anacamptis papilionacea

Anacamptis papilionacea

Anacamptis papilionacea

Anacamptis papilionacea

Anacamptis papilionacea

Anacamptis papilionacea

Anacamptis papilionacea

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Graciphoto 33

10 Dezembro, 2012

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Aves do Estuário do Tejo I | Birds from the Tagus Estuary I

1 Dezembro, 2012

Dou aqui início a outro tema, este dedicado às aves do Estuário do Tejo. O Estuário integra a nossa mais importante zona húmida e uma das mais importantes da Europa. Grande parte da sua área é reserva natural, a Reserva Natural do Estuário do Tejo (RNET) com sede em Alcochete, está classificada como Zona de Protecção Especial para Aves Selvagens (ZPE) e inscrita na Lista de Sítios da Convenção de Ramsar e na Lista de Sítios da Rede Natura 2000.

Em termos gerais pode-se afirmar que esta zona, onde já foram registadas quase duas centenas e meia de espécies de aves, é delimitada por um rectângulo com vértices em Alcochete, Paúl da Barroca, Porto Alto e Vila Franca de Xira. A área que mais tenho visitado tem por limite a Norte a N10 (Recta do Cabo) e termina a Sul na foz do rio Sorraia no local mais conhecido por Ponta da Erva. Pessoalmente costumo apelidá–la de lezíria de Vila Franca mas não sei se a expressão é de uso corrente. Dizendo lezíria já se sabe que é uma área plana, destinada à agricultura e pastagem e com muito poucas árvores. As propriedades estão delimitadas por valas e cercas não sendo por isso de estranhar que as aves sejam vistas pousadas no arame farpado ou nos postes de madeira que o suportam. Aqui estes dois artefactos já fazem parte da paisagem natural.
Para abertura escolhi uma das aves mais pequenas e mais comuns, a Fuínha-dos-juncos (Cisticola juncidis). Sendo residente é quase impossível passar pela lezíria sem ver uma destas avezinhas. É insectívora e não gosta das zonas montanhosas porque tem fraca resistência ao frio. Por vezes em voo emite um canto muito característico que faz lembrar um insecto.

Fuínha dos juncos

Fuinha dos juncos

Fuínha dos juncos

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