Archive for Junho, 2013

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Borboletário | Butterfly House II

15 Junho, 2013

Voltamos a este tema para apresentar imagens das borboletas que voavam no Borboletário em finais de Maio. Hoje serão muitas mais.

Comecemos por salientar que esta obra proporciona a todos os visitantes uma forma fácil e rápida de conhecer as diversas metamorfoses das borboletas. Fenómeno que muitos poucos terão oportunidade de presenciar cá fora. Por outro lado há uma aproximação física à natureza que revela não só a sua complexidade mas também as suas fragilidades. E isto é muito importante na formação dos mais jovens por estimular comportamentos visando a sua conservação. É inegável o valor da conhecida frase “Só se ama o que se conhece”.

As minhas imagens foram captadas sem o recurso a dois acessórios muito usados em ambientes interiores, o tripé e o flash, e na minha opinião saíram razoáveis. Quanto menor perturbação melhor. O que é que eu fiz? Apenas alterei o ISO para valores da ordem 200-400. Mas os melhores juízes são os visitantes desta página.

Papilio anchisiades

Papilio anchisiades

 Morpho peleides

Morpho peleides

Heliconius melpomene

Heliconius melpomene

Caligo memnon

Caligo memnon

Heliconius charithonius

Heliconius charithonius

Escolhi para última imagem a Heliconius charitonius, borboleta conhecida por Zebra e com larga distribuição pelas Américas, por dois motivos interessantes. Primeiro, é a única borboleta que faz depósitos de pólen na boca para depois consumir os nutrientes à medida que vão sendo dissolvidos pelos químicos da sua saliva.

Segundo, por vezes os machos não esperam pela eclosão das fêmeas e realizam as cópulas com estas já desenvolvidas mas ainda no estado de pupas. O mais comum é aproveitarem os momentos imediatos à eclosão quando as fêmeas ainda não voam. Durante o acto o macho transfere para a fêmea um químico que vai funcionar como um “cinto de castidade”que afasta os futuros pretendentes. E eu pensava que o machismo só existia entre os seres humanos!!!

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Graciphoto 39

10 Junho, 2013

 

13.06.10 Graciphoto 39

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Borboletário | Butterfly house

5 Junho, 2013

É hoje inaugurado no Parque Ambiental de Santa Margarida no concelho de Constância um Borboletário com borboletas diurnas dos climas quentes que em regra são maiores e mais vistosas que as do nosso património natural.É mais uma iniciativa do concelho de Constância na área ambiental,a juntar a tantas,e que vai trazer ao Parque grupos escolares e muitos particulares interessados em ver de perto estes magníficos insectos.
Para aguçar apetites deixamos aqui duas imagens de uma borboleta asiática pertencente à família Nymphalidae, a Hypolimnas bolina. A primeira imagem mostra a face inferior da fêmea e a segunda a face superior do macho.

Hypolimnas bolina fêmea

Hypolimnas bolina fêmea

Hypolimnas bolina macho

Hypolimnas bolina macho

Volteremos a este assunto.
Para mais informações contactar o Tlf.249 736 929 ou por email para:
parqueambiental@cm-constancia.pt

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Aves do Estuário do Tejo | Birds from the Tagus Estuary III

1 Junho, 2013

Todas as aves nocturnas têm uma característica comum em relação ao homem a qual reside no facto de serem mais ouvidas que vistas. É por isso que a espécie que escolhi para esta terceira edição muito raramente será avistada por quem frequente a lezíria do estuário só durante o dia. E no entanto ela é residente e esta lezíria é considerada um dos locais de maior concentração da espécie no período de dispersão dos juvenis que ocorre todos os anos de Agosto a Novembro. Refiro-me à Coruja-das-torres (Tyto alba) pertencente à ordem Strigiformes e à família Tytonidae.

Coruja das Torres

Coruja das Torres

Coruja das Torres

Coruja das Torres

Para fotografá-las é preciso ir lá de noite e vê-las pousadas nos postes das cercas de arame farpado. Perguntar-me-ão porquê neste local e porquê pousadas nos postes!!? Em primeiro lugar porque a base da alimentação destas aves são pequenos roedores entre os quais sobressaem os ratos do campo. A lezíria oferece-lhes esta dieta. Em segundo lugar estamos numa zona com vegetação rasteira, quase sem árvores, onde os postes de madeira constituem excelentes poleiros dominantes para a caça dos ratos. Esta ave é conhecida por caçar de espera pousada nos postes tefónicos ao longo das estradas e ser vítima mortal de atropelamentos por ficar encandeada com as luzes das viaturas. Outra característica é a de nidificar em património construído como sejam palheiros, casas abandonadas, moínhos, castelos e mesmo em capelas e igrejas. Até meados do século XX era conhecida em muitos locais do país por Coruja-azeiteira com base na crença de que bebia azeite. Como frequentava as igrejas e era muitas vezes vista junto das lamparinas com azeite as pessoas das aldeias convenceram-se de que gostava de azeite. Na realidade a ave apenas procurava as borboletas nocturnas e outros insectos que atraídos pela luz caíam nas lamparinas e ficavam a nadar no azeite.

Coruja das Torres

Coruja das Torres

Coruja das Torres

Coruja das Torres

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