Archive for the ‘Aves’ Category

h1

Aves do meu quintal | Birds from my garden

1 Dezembro, 2013

Durante cerca de dez anos, últimos cinco do séc.XX e primeiros cinco do séc.XXI, parte importante da minha actividade na época estival foi dedicada à fotografia de aves ditas de jardim. Para serem elas a vir ter comigo e não eu a tentar aproximar-me delas arranjei no meu quintal um bebedouro e um comedouro. Estas duas simples construções permitiram-me obter imagens, todas em diapositivos, da maioria das aves que frequentam quintais, jardins e parques.

Com a advento da fotografia digital os encargos com a captação de imagens de insectos passaram a ser suportáveis pelo orçamento de qualquer fotógrafo amador. Por este motivo o meu desejo de fotografar aves que já tinha fotografado esmoreceu e foi substituído pela fotografia de borboletas e libélulas.

Decorridos seis ou sete anos voltei em 2012 a fotografar as aves do meu quintal mas desta vez em registo digital. Parte dos resultados alcançados fica agora aqui editada.

Rola-turca

Rola-turca

 

Poupa

Poupa

 

 Melro-preto

Melro-preto

 

Picapau-malhado-grande

Picapau-malhado-grande

 

Papa-moscas-preto

Papa-moscas-preto

 

Anúncios
h1

Aves do estuário do Tejo V | Birds from the Tagus estuary V

15 Outubro, 2013

Esta 5ª edição das Aves do Estuário do Tejo é dedicada à garça que pelas suas cores,dimensões e comportamento acolhe as minhas preferências ornitológicas.  Estou a referir-me à Garça-vermelha (Ardea purpurea). É mais pequena mas menos comum que a Garça-real. O seu estatuto de conservação é EN que significa “Em perigo”, ou seja,o seu risco de extinção é muito elevado.

Em Portugal só aparece na época estival sendo os locais que mais frequenta o Estuário do Tejo e a Ria de Aveiro.  A sua alimentação é à base de peixes, lagostins e anfíbios que caça em valas e arrozais.  A primeira das imagens revela um encontro desta elegante ave com uma garrafa de plástico. Fazendo apelo aos termos de uma demissão política que ocorreu em meados do corrente ano apetece-me dizer que este encontro bem podia ter sido revogável não fosse o desleixo e a incúria de um dos nossos concidadãos que pelos vistos trata a Terra como se fosse uma lixeira. E no entanto,como acontece quase sempre,um simples gesto teria revogado o que se tornou irrevogável.

Irra! Há gente que devia ser obrigada a viver,ainda que gratuitamente,num alojamento adequado ao seu comportamento. Isso mesmo, numa pocilga.

Garça-vermelha

Garça-vermelha

Garça-vermelha

Garça-vermelha

Garça-vermelha

Garça-vermelha

Garça-vermelha

Garça-vermelha

Garça-vermelha

Garça-vermelha

h1

Aves do Estuário do Tejo IV | Birds from the Tagus River IV

1 Agosto, 2013

A ave desta quarta edição das Aves do Estuário do Tejo é tão conhecida que quase dispensa apresentações. Tal como a Fuínha-dos-juncos é muito difícil atravessar a Lezíria de Vila-Franca-de-Xira sem se avistar uma destas aves.Estamos a falar da Garça-real-comum com o nome científico de Ardea cinerea. É uma ave elegante que nos surpreende com o seu grasnido rouco Na terceira imagem,abaixo pode observar-se a sua forma peculiar de voar com as asas arqueadas e o pescoço encolhido. Segundo o guia Aves de Portugal de Hélder Costa esta garça é residente,migrador de passagem,invernante e nidificante pouco comum.Portanto o número de indivíduos presente no Inverno é superior ao das outras estações do ano.

Garça real

Garça real

Garça real

Garça real

Garça real

Garça real

Garça real

Garça real

h1

Aves do Estuário do Tejo | Birds from the Tagus Estuary III

1 Junho, 2013

Todas as aves nocturnas têm uma característica comum em relação ao homem a qual reside no facto de serem mais ouvidas que vistas. É por isso que a espécie que escolhi para esta terceira edição muito raramente será avistada por quem frequente a lezíria do estuário só durante o dia. E no entanto ela é residente e esta lezíria é considerada um dos locais de maior concentração da espécie no período de dispersão dos juvenis que ocorre todos os anos de Agosto a Novembro. Refiro-me à Coruja-das-torres (Tyto alba) pertencente à ordem Strigiformes e à família Tytonidae.

Coruja das Torres

Coruja das Torres

Coruja das Torres

Coruja das Torres

Para fotografá-las é preciso ir lá de noite e vê-las pousadas nos postes das cercas de arame farpado. Perguntar-me-ão porquê neste local e porquê pousadas nos postes!!? Em primeiro lugar porque a base da alimentação destas aves são pequenos roedores entre os quais sobressaem os ratos do campo. A lezíria oferece-lhes esta dieta. Em segundo lugar estamos numa zona com vegetação rasteira, quase sem árvores, onde os postes de madeira constituem excelentes poleiros dominantes para a caça dos ratos. Esta ave é conhecida por caçar de espera pousada nos postes tefónicos ao longo das estradas e ser vítima mortal de atropelamentos por ficar encandeada com as luzes das viaturas. Outra característica é a de nidificar em património construído como sejam palheiros, casas abandonadas, moínhos, castelos e mesmo em capelas e igrejas. Até meados do século XX era conhecida em muitos locais do país por Coruja-azeiteira com base na crença de que bebia azeite. Como frequentava as igrejas e era muitas vezes vista junto das lamparinas com azeite as pessoas das aldeias convenceram-se de que gostava de azeite. Na realidade a ave apenas procurava as borboletas nocturnas e outros insectos que atraídos pela luz caíam nas lamparinas e ficavam a nadar no azeite.

Coruja das Torres

Coruja das Torres

Coruja das Torres

Coruja das Torres

h1

Voos VIII | Flies VIII

15 Março, 2013

Mais uma série de cinco imagens com aves em voo. Embora tivesse grande prazer em executar qualquer delas não posso deixar de salientar a dos Alfaiates (Recurvirostra avosetta) e a do Melro-azul (Monticola solitarius).

Naquela as aves voam na direcção do fotógrafo e cada uma faz a sua acrobacia,motivo que me levou a apelidá-los de “Os alfaiates acrobatas”. Tendo em conta que o fotógrafo se deslocava dentro de uma embarcação é preciso alguma sorte para que as aves, embora a distâncias diferentes, ficassem todas nítidas.

No caso do Melro-azul trata-se de uma ave solitária, residente, considerada pouco comum. Além disso, o seu habitat é em zonas rochosas e muitas vezes alcantiladas. Destas circunstâncias resulta que a situação mais corrente quando o avistamos é ser o observador a olhar para cima e a ave a olhar para baixo. Para se conseguir uma imagem na situação inversa e com a ave de asas completamente distendidas é também preciso uma grande dose de sorte. Sim, é verdade,às vezes a sorte dá bastante trabalho.

Aproveito esta oportunidade para manifestar a minha grande admiração por todos os técnicos que no trabalho diário dão o seu contributo para os avanços tecnológicos na área da fotografia. O poder de captação e registo de imagens que hoje se concentra em equipamentos relativamente leves e manejáveis é verdadeiramente assombroso. No fundo cabe apenas ao fotógrafo estudar e ser capaz de explorar as potencialidades técnicas que lhe são colocadas entre mãos. Nada que não esteja ao alcance de qualquer um.

Carraceiro

Carraceiro

Alfaiates

Alfaiates

Garça-real

Garça-real

Ibis-pretas

Ibis-pretas

Melro-azul

Melro-azul

h1

Aves do Estuário do Tejo II | Birds from Tagus estuary II

1 Fevereiro, 2013

Em finais do ano passado apresentámos uma das aves mais pequenas que habita a lezíria do estuário do Tejo. Foi a Fuínha-dos juncos (Cisticola juncidis).

Fuinha-dos-juncos

Fuínha-dos-juncos

Para esta segunda edição escolhemos outra que não sendo a maior está no grupo das maiores. É a Águia-d’asa-redonda (Buteo buteo) considerada uma rapina de média dimensão. Tem em comum com a Fuínha-dos-juncos o facto de poder ser vista durante todo o ano na RNET (Reserva Natural do Estuário do Tejo). Convém no entanto referir que aquela, apesar de muito mais pequena, é vista com mais frequência porque a sua população é muito maior.

Na última imagem pode observar-se um dos principais alimentos desta rapina, os ratos.

Águia-d’asa-redonda

Águia-d’asa-redonda

Águia-d’asa-redonda

Águia-d’asa-redonda

Águia-de-asa-redonda com presa

Águia-de-asa-redonda com presa

h1

Aves do Estuário do Tejo I | Birds from the Tagus Estuary I

1 Dezembro, 2012

Dou aqui início a outro tema, este dedicado às aves do Estuário do Tejo. O Estuário integra a nossa mais importante zona húmida e uma das mais importantes da Europa. Grande parte da sua área é reserva natural, a Reserva Natural do Estuário do Tejo (RNET) com sede em Alcochete, está classificada como Zona de Protecção Especial para Aves Selvagens (ZPE) e inscrita na Lista de Sítios da Convenção de Ramsar e na Lista de Sítios da Rede Natura 2000.

Em termos gerais pode-se afirmar que esta zona, onde já foram registadas quase duas centenas e meia de espécies de aves, é delimitada por um rectângulo com vértices em Alcochete, Paúl da Barroca, Porto Alto e Vila Franca de Xira. A área que mais tenho visitado tem por limite a Norte a N10 (Recta do Cabo) e termina a Sul na foz do rio Sorraia no local mais conhecido por Ponta da Erva. Pessoalmente costumo apelidá–la de lezíria de Vila Franca mas não sei se a expressão é de uso corrente. Dizendo lezíria já se sabe que é uma área plana, destinada à agricultura e pastagem e com muito poucas árvores. As propriedades estão delimitadas por valas e cercas não sendo por isso de estranhar que as aves sejam vistas pousadas no arame farpado ou nos postes de madeira que o suportam. Aqui estes dois artefactos já fazem parte da paisagem natural.
Para abertura escolhi uma das aves mais pequenas e mais comuns, a Fuínha-dos-juncos (Cisticola juncidis). Sendo residente é quase impossível passar pela lezíria sem ver uma destas avezinhas. É insectívora e não gosta das zonas montanhosas porque tem fraca resistência ao frio. Por vezes em voo emite um canto muito característico que faz lembrar um insecto.

Fuínha dos juncos

Fuinha dos juncos

Fuínha dos juncos

%d bloggers like this: