Archive for the ‘Fotografia Criativa’ Category

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FloraVisão V

1 Agosto, 2012

Florabarbarrija

Florabota

Floracobra

Floravenosa

Floravenosa

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FloraVisão IV

15 Março, 2012

Florabalroada

 

Floratijolada

 

Floracomprótese

 

Floraentubada

 

 

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Fotografia Creativa (III) | Creative Photography (III)

15 Outubro, 2008

No primeiro post deste tema referimo-nos a Ernst Haas como um dos grandes mestres, talvez o primeiro,
da fotografia a cores. Voltámos a falar dele no segundo post e também de um dos expoentes máximos da fotografia criativa a preto e branco, o americano Jerry Uelsmann.

A estrela escolhida para este post é o canadiano Freeman Patterson. Vive em New Brunswick, Canadá, perto da casa onde nasceu. É bacharel em filosofia pela Arcadia University, mestre em teologia pelo Union Seminary da Columbia University e estudou fotografia e artes visuais em New York.

Em 1965 abraçou a carreira de fotógrafo profissional a qual tem sido marcada por inúmeros sucessos. De entre eles salientamos:

  • 1973 : Início de Workshops de fotografia em New Brunswick;
  • 1984 : Co-fundador na África do Sul do Namaqualand Photographic Workshop;
  • Workshops de fotografia nos EUA,Grã-Bretanha,Austrália,Nova Zelândia e Israel;
  • Já publicou mais de dez livros.Mencionamos apenas três:”Photography of the Natural Things”, “Photography and the Art of Seeing” e “Photo Impressionism ans the Subjective Image”, este de parceria com André Gallant;
  • Da longa lista de prémios que lhe foram atribuídos apenas referimos dois:

– Em 1967 a Gold Medal for Photographic Excelence do National Film Board do Canadá;

– Em 1971 o Lifetime Achievement Award pela North American Nature Photography Association
( NANPA ).

Perante este currículo a excelência fotográfica de Freeman Patterson fica a todos os títulos comprovada. Para nós ele é o filósofo e o poeta da fotografia. A sua formação teórica e a sua longa experiência fotográfica são de uma solidez invejável.O seu estilo é inconfundível.Às cores vibrantes e contrastadas ele prefere,  tal como Steichen, as pouco saturadas e as suaves tonalidades. A sua explicação e interpretação das fotografias são uma fonte permanente de ensinamentos. Vale a pena ler um qualquer dos seus livros.

Para o meu gosto apenas faço um reparo ao uso frequente de exposições múltiplas que em alguns casos ultrapassam a dezena. Um pormenor interessante: Embora se considere um fotógrafo da natureza, “The natural things”, os seus livros incluem sempre fotografias com a figura humana. Para ele, e com razão,  o homem, como qualquer animal, faz parte da natureza. E esta atitude não impediu que lhe atribuissem o melhor prémio da NANPA.

Fazendo jus a essa interpretação terminamos com algumas fotografias com presença humana ou sobre
a sua actividade.

1 – PÚBLICAS VIRTUDES

2 – CONVERSAS NA BRUMA

3 – O BALOIÇO E O ESCORREGA

4 – UMA SOMBRA DE MIM PRÓPRIO

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Fotografia Criativa (II) | Creative Photography (II)

15 Julho, 2008

Outro tipo de fotografia criativa é a que se consegue através da fotomontagem. Citemos dois casos actuais. O primeiro é o de um mágico da fotografia a preto e branco. De seu nome Jerry Uelsmann nasceu em Detroit, nos E.U.A., em 1934. Já realizou mais de 100 exposições individuais e muitas das suas fotografias fazem parte das colecções permanentes de diversos museus. O seu trabalho revela um permanente desafio à nossa realidade. Não é deste mundo.Quem não estiver avisado fica boquiaberto com as suas fotomontagens e procura incessantemente (sem sucesso, diga-se) encontrar as zonas de ligação das diversas fotografias ou identificar o que é de uma e o que é de outra. Para quem quiser saber mais aconselho a leitura de dois dos seus livros. Um é “Uelsmann: Process and Perception” de 1985. O outro é “Photo Synthesis” de 1992. Ambos foram editados pela University Presses of Florida.

O segundo caso, este já fora dos limites da fotografia,é o do artista japonês Satoshi Matsuyama que em poucos anos construiu uma carreira fulgurante. Os seus trabalhos finais, exclusivamente a cores e de grandes dimensões, chegam a incorporar mais de 300 fotografias. Acreditem, não há nenhum zero a mais, são trezentas. E é por este exagero que quis mencionar o seu trabalho. Mas há mais. Não satisfeito com as várias centenas de fotografias ainda lhes acrescenta pintura digital. Comercialmente parece que o trabalho é compensador. Mas, obviamente, deixa de ser fotografia. É mais arte tendo como base a fotografia.

Embora reconheça grande criatividade à fotomontagem de fotografias não é ela que acolhe as minhas preferências. Gosto de fotografias criativas menos elaboradas e aqui Ernst Haas é ainda imbatível. É um fotógrafo maldito ou, melhor dizendo, amaldiçoado. Um recente livro da Taschen com o título “Photo Icons” (1827-1991) inclui obras de alguns fotógrafos ainda vivos entre os quais Gerard Malanga (conhecem?), Sandy Skoglund (conhecem?) e Sebastião Salgado.

De um já falecido, mas que teve a honra de ser o primeiro a ter uma exposição individual a cores no Museu de Arte Moderna de Nova York, nem uma palavra, nem uma imagem. Eu chamo a isto falta de honestidade intelectual e cultural. É certo que a sua notoriedade foi alcançada na fotografia a cores e os seus últimos trabalhos foram experiências fotográficas com as formas e com a luz abstracta. Por estes factos talvez seja afastado da galeria dos que fotografam as desgraças e dos que só fotografam os notáveis e que por isso também ficam notáveis.

Para mim é um dos maiores. Uma das suas últimas fotografias, que conheço, tem o título “Ranunculus”. Foi realizada em 1984 nos New York Botanical Gardens. O tema floral foi uma das suas ultimas escolhas. Como modesta homenagem à sua memória dedico-lhe estas quatro fotografias.

1 – LAÇOS DE PAIXÃO

2 – PINCELADAS

3 – GEOMETRIAS

4 – ERVA COM SOMBRA DE DÚVIDA

Ele tinha razão ao afirmar: “There is only you and your camera. The limitations in your photography are in yourself, for what we see is what we are”.

(Continua)

Sítios a consultar

Jerry Uelsmann

Satoshi Matsuyama

Ernst Haas (sítio oficial)

Ernst Haas

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Fotografia Criativa | Creative Photography

15 Junho, 2008
Clique nas Fotos

No PhotoGrácio 12 (Out a Dez 2006) interroguei-me sobre o que é a Fotografia. É um conceito muito abrangente e tendo fronteiras mal definidas está em contínua evolução. Na fotografia documental, ilustrativa e em muita da chamada fotografia de paisagem houve e há a permanente preocupação da nitidez. Até aos nossos dias a história da fotografia está cheia de ilustres fotógrafos que a defenderam e praticaram. Talvez o mais relevante seja o americano Ansel Adams (1902 – 1984) que foi pioneiro a retratar profundamente as paisagens do Oeste americano e que criou o Sistema de Zonas para determinar os
valores de uma correcta exposição.

De um modo geral todos os elementos do Grupo f/64, de que ele foi co-fundador, foram praticantes deste tipo de fotografia. Velocidades lentas, pequenas aberturas e nitidez por toda a imagem. Mas se eram rigorosos quanto às formas, no sentido de serem um espelho da realidade, já não o eram no que respeita às cores e tonalidades.
A visão da “straight photography”veio a alterar-se com o surgimento e a difusão da fotografia a cores. Por sua iniciativa ou por pressão dos interesses comerciais muitos fotógrafos passaram a dar mais importância à cor em detrimento, por vezes, da forma. É assim que se revelam os chamados fotógrafos criativos e versáteis.

Um dos seus máximos expoentes foi, sem dúvida, o austríaco Ernst Haas (1921 – 1986) que entre 1949 e 1962 pertenceu à famosa Agência Magnum ainda hoje existente. Inovativo, pouco dado a usar o tripé (acessório indispensável aos do Grupo f/64) mas com aquela centelha que marca os verdadeiros artistas. Ainda hoje é considerado um génio por profissionais do sector. Fez milhares de fotografias clássicas de alta qualidade mas a sua auréola advem de ter sido o primeiro a apresentar imagens desfocadas e difusas para acentuar a noção de movimento, o “flow”.

Ficaram-me na memória as suas fotografias de uma tourada, de cavalos a galope e de uma ave em voo. Isto faz-me lembrar a velha história do “Ovo de Colombo”. A técnica requer um pouco de prática mas é hoje relativamente fácil e acessível, mas Ernst Haas foi o primeiro a executá-la com um fim prèviamente estabelecido. Romper com o que nos ensinaram e se pratica nunca é fácil. Inovar é, muitas vezes, fazer uso, ainda que inconscientemente, do pensamento lateral, o “lateral thinking”.
Das quatro fotografias que agora apresento só a da Barragem de Pracana, concelho de Mação foi tomada usando os processos tradicionais. A 20 é da margem dessa barragem e a 21 de uma parte do seu espelho de água. Em momentos e locais diferentes. Já a 22 é a estilização de um bando de aves chamadas Abibes que em algumas regiões também são conhecidas por Ventoínhas. Nestas três últimas fotografias há um factor comum na captação das imagens: a movimentação da câmara. O mesmo acontece com as fotografias
06 e 07.

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19 – BARRAGEM DE PRACANA

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20 – À MARGEM DA MARGEM

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21 – ESCRITO NA ÁGUA I

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22 – VENTOÍNHAS

Numa próxima actualização continuaremos com este assunto indicando alguns fotógrafos profissionais que utilizam outras tecnicas para realizarem fotografias criativas.”

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