Archive for the ‘Máscaras’ Category

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Máscaras III | Masks III

1 Outubro, 2012

Nesta terceira edição não há máscaras no sentido literal do termo. Mas elas estão em cada uma das imagens.O ambiente que rodeia estes animais não é o seu ambiente natural. Mesmo sem qualquer legenda percebe-se que estão em reclusão. A situação não é agradável e fere a consciência de muita gente,boa e bem intencionada. Mas a verdade é que no meio de muitas espécies relativamente vulgares há outras que sem a sua prévia reclusão já estariam extintas. Além disso há animais que,por terem sido vítimas de acidentes ou sujeitas nos primeiros tempos de vida a cativeiro ilegal,ficam incapazes de sobreviver pelos seus próprios meios. Para estes casos,e não são poucos, a reclusão é um mal necessário.

Dizem os dicionários que “Ideal”só existe ou só pode existir no entendimento, é criado pela imaginação,não é positivo nem real. Portanto, mesmo a contragosto temos de nos cingir à realidade e procurar que a vida dos animais em cativeiro seja a melhor possível.
Nas legendas acrescento AC que são as iniciais de Ambiente Controlado.

Máscara da reclusão I (AC)

Máscara da reclusão II (AC)

Máscara da reclusão III (AC)

Máscara da reclusão I (AC)

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Máscaras II | Masks II

15 Março, 2010

Esta é a segunda edição desta secção. A primeira imagem é de leitura directa. Após ter premido o disparador um dos insectos voou e desfez-se a máscara. Nas outras imagens os objectos fotografados também são facilmente identificados, mas por associação de ideias ou por alguns pormenores nelas presentes, sou levado a atribuir-lhes títulos e significados diferentes.

Máscara Efémera


Vejamos o caso da segunda imagem.De facto assemelha-se a um “Urso com mascarilha”. Chamei-lhe “Máscara da água mole” porquê? Porque na realidade se trata de um rochedo à beira-mar que foi moldado pelos sucessivos batimentos das ondas. Como diz o ditado “Água mole em pedra dura ….”. O que está mascarado na imagem, o que não se vê, é a “água mole”.

Máscara da Água Mole

Um raciocínio idêntico é a chave para os títulos da terceira imagem, “Máscaras do Vento” ou “Relógios de Sol para Aves”.

Máscaras de Vento

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Máscaras I | Masks I

1 Maio, 2009

É bem conhecido o poema de Fernando Pessoa com o título “Autopsicografia” em que na primeira quadra começa por dizer “O poeta é um fingidor”. Este poema, pela primeira vez publicado na revista Presença em 1932, foi escrito em 1 de Abril de 1931. Precisamente no dia das mentiras daquele ano.

Eu vou mais longe. Se o poeta é um fingidor, um fingidor da palavra escrita, o fotógrafo e o cineasta são os fingidores da imagem. Mas não me fico por aqui. E os políticos!? Oh,os políticos. Exímios fingidores de viva voz. Entre os melhores fingidores do gesto, da expressão e da personagem temos os artistas de teatro, os do cinema e os do circo. É a sua profissão. Bem vistas as coisas todos somos, uns mais outros menos, um pouco fingidores. Mas muitas vezes, por simulação de identidade, por vergonha, por vaidade, por receio ou por prazer lúdico, não é conveniente sê-lo de cara descoberta. É assim que aparecem as máscaras do Benin, a festa do templo de Baoan em Taipé, o carnaval de Veneza, os caretos de Pudence, etc, etc.

Mas será só o homem que é fingidor?E os outros seres?Que dizer de uma ave em roupagem nupcial?

Andaremos muito longe da verdade se dissermos que é uma máscara de sedução? E a ave adulta que para afastar um predador que se aproxima da zona do ninho emite chamamentos de sofrimento e finge estar ferida? Regra geral o fingimento nos outros seres vivos está associado a estratégias de sobrevivência. Sob este ponto de vista podemos citar a metamorfose dos insectos. Mas há exemplos mais evidentes. O bicho de conta (Armadillium vulgare) quando se lhe toca e o ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus) quando se sente em perigo enroscam-se e ficam paralisados. Estas atitudes são máscaras de defesa. O próprio homem, apesar de as ter usado com frequência nos tempos medievais, ainda as não pôs completamente de lado. As máscaras anti-gás estão sempre presentes em caso de risco de guerra química. Mesmo em tempo de paz elas podem ser vistas nos profissionais de saúde em trabalho nos blocos operatórios, nos apicultores quando tratam das suas colmeias,nas actividades em ambientes muito poluídos ou em períodos de risco de pandemia como acontece agora com a gripe mexicana.Mas das palavras passemos às imagens.

0301-mascara-de-luz

I – Máscara de luz

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II – Máscara da floresta surrealista I

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III – Máscara de beleza

Em 1974, um criminoso incêndio no sótão de uma casa devorou quase todos os meus diapositivos de sete anos de permanência em Moçambique. O incidente provocou-me um grande desânimo e levou-me a abandonar a fotografia durante vários anos. Esta última fotografia,dos anos 60 do Sec.XX, faz parte do pequeno conjunto de salvados que eu guardo como “Relíquias”.

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