Archive for the ‘Outros Temas’ Category

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Máscaras | Masks

15 Julho, 2013

Em meados de Maio de 2012 realizou-se em Lisboa o VII Festival de Máscaras Ibéricas. A participação dos nossos vizinhos espanhóis foi muito superior à portuguesa. Após a concentração dos diversos grupos na Praça do Município teve lugar um desfile por diversas ruas da baixa pombalina. Creio que iria haver nova concentração na Praça da Figueira a que já não assisti. Devo dizer que dada a variedade de trajes e a intervenção do público presente a identificação de alguns grupos não ficou por mim garantida.

Entre os portugueses saliento a presença dos Caretos de Lagoa, Mira, uma tradição pagã do Entrudo que rivaliza com as que encontramos em Tràs-os-Montes. Eis algumas imagens.

Caretos

Caretos

Caretos

Caretos

13.07.15.03 Careto de Lagoa Mira 03

Caretos

Caretos

Caretos

PS – Em Maio do corrente ano o Festival de Máscaras Ibéricas, o VIII, voltou a realizar-se em Lisboa.

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FloraVisão VII | FloraVision VII

1 Março, 2013

Numa das visitas ao PASM (ver post anterior) fui surpreendido com uma exposição de desenhos de escolas do
concelho de Constância tendo por tema “A Árvore”. E no PASM fiquei pasmado. Eu tinha interiorizado que as minhas edições da FLORAVISÂO continham alguma criatividade ao apresentar imagens do tema flora sobre o uso que o homem lhe tem dado ou porque fruto das circunstâncias o exemplar fotografado tinha conotações visuais com o reino animal. Ao ver a exposição verifiquei que a minha imaginação está tolhida pela realidade e não foi capaz de se elevar ao nível das ideias e aspirações que povoam as mentes das crianças. As fotografias são de fraco nível quer por falta de mérito do executante quer porque foram realizadas em condições ambientais pouco favoráveis. Os desenhos estavam expostos ao ar livre encostados à parede.

Seleccionei quatro com os seguintes títulos:

  • A Árvore das Mãos
  • A Árvore dos Rebuçados
  • A Árvore das Chuchas
  • A Árvore da Terra
Arvore das mãos

Arvore das mãos

Árvore dos rebuçados

Árvore dos rebuçados

Árvore das chuchas

Árvore das chuchas

Árvore da Terra

Árvore da Terra

A parte final do texto deste último desenho diz o seguinte:

“Vamos proteger todas as nossas árvores,
Precisamos delas da mesma maneira de que eu preciso de todos vós…..
Viva a Árvore da Terra.”

Pergunto eu agora: Não será mesmo possível um mundo de adultos com a mente destas crianças? Para mim este seria o melhor resgate da humanidade.

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Moçambique II | Mozambique II

1 Maio, 2010

Faina I

Faina II

Nesta segunda edição das “Relíquias” de Moçambique podem ver-se dois pormenores da faina da pesca no Oceano Índico, na zona de Angoche (ex-Antonio Enes).

O que mais impressiona nestas praias de Moçambique é a sua extensão, a perder de vista, e a ausência de seres humanos. Podem ser percorridas de viatura com tracção às quatro rodas. São quilómetros e quilómetros de areia fina e mar calmo com água tépida.

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Moçambique I | Mozambique I

15 Fevereiro, 2010

Sob o título Máscaras de beleza apresentámos em 1 de Maio de 2009 uma imagem de Moçambique da década dos anos 60 do século passado. Dissemos que ela e outras sobreviveram a um incêndio e por serem poucas e antigas as denominamos de Relíquias. As duas imagens que se seguem fazem parte desse pequeno lote que não ultrapassa as duas dezenas.

I – Ilha de Moçambique

II – Nhica do Rovuma

Na primeira podem ver-se as entidades religiosas maometanas mais representativas da Ilha de Moçambique. A cidade estava toda engalanada para receber o Governador Geral que, se a memória não me falha, era o Dr. Rebelo de Sousa, pai do actual professor e comentador político Dr. Marcelo Rebelo de Sousa. Desta recepção salvaram-se algumas imagens que iremos apresentando mas nenhuma com o Governador.

A segunda imagem tem para mim um grande valor sentimental. Por um lado porque me faz lembrar um período difícil da minha vida. Ela foi captada num local remoto de Moçambique junto à fronteira com a Tanzania, no período de guerra 1968-1970. Por outro lado há nela aquilo a que Roland Barthes no seu célebre ensaio “A Câmara Clara”*chamou punctum. Um ponto, uma marca que surge inesperadamente. Parafraseando Barthes, “aquilo que vejo, obstinadamente” é o medalhão com a figura do então Presidente da República, o Almirante Américo Tomás. Concorde-se ou não com o nosso passado colonial, este punctum, pendurado ao pescoço de um régulo nos confins de Moçambique, marca uma época. Nas circunstâncias em que é observado este singelo medalhão revela-se um símbolo invulgar e significativo do que foi a nossa presença em África, especialmente em Moçambique, entre 1961 e 1974. Mas, na despedida, não soubemos fechar condignamente o período colonial e condenámos a um triste fim muita gente que sempre nos ajudou e arriscou a vida pela nossa causa.

* A Câmara Clara de Roland Barthes, Edições 70, Lisboa, 1998.

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A Bandeira | The Flag

1 Novembro, 2009

No próximo dia 01 de Dezembro passa mais um ano sobre a Restauração da Independência Nacional. É um feriado nacional e por  isso a Bandeira Nacional é hasteada com pompa e circunstância nos principais edifícios públicos, monumentos e quartéis. Atendendo à passagem desse feriado considerei oportuno publicar com alguma antecedência as imagens e o texto que se seguem.

09.11.01.01 Uma cobertura de varanda

Uma cobertura de varanda

09.11.01.02 Um pano roto

Um pano roto

09.11.01.03 Uma águia é maior e que voa mais alto

Uma águia maior que voa mais alto

09.11.01.04 Uma carneirada-Lanudos sem cabeça

Lanudos sem cabeça

Para o Campeonato Europeu de Futebol (Euro 2004),realizado em Portugal, mobilizou-se a população através da distribuição maciça e gratuita da Bandeira Nacional. A iniciativa teve o maior sucesso pois a ela aderiram, entusiasticamente, não só clubes e organismos ligados ao futebol mas também altas entidades do nosso sistema político-administrativo. Para um político, para qualquer político, convém participar em manifestações simpáticas e que envolvam grandes massas populacionais. É a maneira de alcançar uma boa posição para as eleições que vierem a seguir. Mas este é outro campeonato.

No Euro 2004 Portugal não atingiu o objectivo principal mas obteve um honroso 2º lugar. E foi lindo ver em muitas casas e jardins,tanto nas cidades como nas vilas e aldeias, as bandeiras nacionais novas a tremular ao vento. Mas com esta acção banalizou-se um dos principais símbolos da unidade nacional.

Segundo os dicionários banalizar significa tornar vulgar, o que quer dizer tornar baixo, ínfimo, reles, etc. Foi isso que fez boa parte da população. A situação fez-me lembrar a imagem dos “Lanudos sem cabeça”. Já no século XXI, com tanta escolaridade obrigatória, há gente que parece não ter cabeça ou se a tem é a um nível rasteirinho. Só assim se compreende que a nossa bandeira seja tão maltratada. Ou então o culto dos símbolos nacionais já não faz parte dos programas escolares. Mas nisto não quero acreditar.

Tendo como único apelo a colocação da bandeira nacional nas varandas e janelas as entidades que o promoveram são responsáveis por uma falha grave. Os grandes símbolos são para os grandes momentos e os grandes momentos são sempre breves. Aquele apelo devia ser acompanhado do pedido de retirada das bandeiras logo após o campeonato do Euro 2004 e o tecido que materializa o símbolo ser guardado em local digno para uso posterior. Isto não foi feito. Sem pretensos nacionalismos ou patriotismo quero aqui deixar registado o meu protesto pelo espectáculo degradante, presente um pouco por todo o lado, de que está a ser vítima um símbolo nacional e de que as imagens são prova irrefutável. A causa do futebol é, actualmente,uma causa muito popular mas não é uma causa pública. Quem andou a incentivar a distribuição das bandeiras tem agora um dever a cumprir: pedir à população, usando os mesmos meios de comunicação que foram mobilizados para o Euro 2004, para recolher a Bandeira Nacional, esclarecer que ela é muito mais que um simples trapo e que quando está hasteada é ela que faz sombra sobre todas as outras e nunca o contrário.

Possivelmente nada será feito. Mas então não se queixem que há um desinteresse generalizado pela causa pública.

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Ver ou não ver III | To see or not to see III

1 Agosto, 2009

“To be or not to be – that is the question.To see or not to see – that is an answer” Ernst Haas

09.08.01.01 Obras públicas

Obras públicas

09.08.01.02 Obras privadas

Obras privadas

09.08.01.03 Obras desperdiçadas-Sem abrigo e sem par

Obras desperdiçadas

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Sobrevivência | Survival

15 Dezembro, 2008

0701-encosta-da-sobrevivencia

1 – Encosta da Sobrevivência

0702-campo-de-concentracao
2 – Campo de “Concentração”

0703-o-bando

3 – O bando; aves da mesma pena andam juntas (Provérbio)

0704-em-vias-de-extincao

4 – Em vias de extinção

Obsv.: Em Portugal não está ainda provado se é em Armamar que se concentra a maior população destas lagartas. Mesmo assim Armamar já se intitula a capital da maçã.

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