Archive for the ‘Uncategorized’ Category

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Orquídeas | Orchids – Dactylorhiza insularis

1 Setembro, 2013

Segundo Daniel Tyteca esta é uma das mais raras e mais recentes orquídeas do nosso território. Foi descoberta em 1989 pelo Prof. Sampaio Franco na Serra de Montejunto e durante quase meia dúzia de anos manteve-se como única população com a agravante de o número de plantas ter decrescido de ano para ano. Mas, segundo Tyteca, em 1995 na mesma Serra foi descoberta nova população (12 plantas) com a particularidade de oito delas não apresentarem quaisquer manchas vermelhas no labelo.

Posteriormente veio-se a saber que em 1994 foi referenciada a existência desta orquídea na Serra da Nogueira, Bragança e também um pouco mais a Sul na alfubeira do Azibo, Macedo de Cavaleiros.

Seguem-se algumas imagens da Dactylorhiza insularis, com e sem manchas no labelo, todas captadas na Serra de Montejunto.

13.09.01.01 D insularis

Dactylorhiza insularis

13.09.01.02 D insularis

Dactylorhiza insularis

13.09.01.03 D insularis

Dactylorhiza insularis

13.09.01.04 D insularis

Dactylorhiza insularis

13.09.01.05 D insularis

Dactylorhiza insularis

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Graciphoto 37

10 Abril, 2013

 

 

13.04.10 Graciphoto 37

 

 

 

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Divertimento Fotográfico II – Photographic Amusement II

1 Maio, 2012

Infelizmente não conheço os juízos de valor que fizeram os visitantes desta página ao verem as três imagens incluídas no post anterior. A primeira “As boas intenções” é uma fotomontagem. Numa fotografia que tinha em arquivo inseri um esboço digital (a minha falta de geito para o desenho é evidente) que pretende representar o moderno satanás. Assim a partir de uma imagem com motivos abstractos idealizei um inferno cheio de boas intenções vigiadas pelo diabo, uma figura não fotográfica. O resultado é uma nova imagem com uma mensagem cujo significado é totalmente diferente do da imagem inicial.

Na segunda imagem do post “Orquídeas Cultivo-NI” há uma falsificação. A imagem é real. As flores também existem, são reais mas não são naturais. São flores construídas, fabricadas.

A terceira imagem apresenta dois botões de rosa sobre os quais lancei algumas gotas de água a imitarem pingos de chuva para mais fàcilmente serem assimiladas a flores naturais. Mas aqui há um botão de rosa que não é natural. Será possível distingui-lo sem o recurso ao tacto.

Perante este caso talvez Sherlock Holmes tivesse o seguinte desabafo: ”Pois é meu caro Watson, para si não é possível mas acredite que qualquer naturalista medianamente arguto indicaria com facilidade qual é o falso e por exclusão qual é provavelmente o verdadeiro. Repare que o autor da imagem tentou acentuar a realidade deitando água sobre os botões de rosa como se fossem pingos de chuva e com esse gesto forneceu a chave para os distinguir. Ao simples olhar as folhas e as pétalas verdadeiras não absorvem a água. Com frequência vemos as gotas de orvalho ou os pingos da chuva rolarem pelas pétalas. Ora o botão da direita não apresenta gotas de água. Esta foi absorvida pelo papel ou pelo pano que imita as pétalas. O botão da direita não é natural”. Um dia fotografei um velho candeeiro na parede exterior de uma casa.

Candeeiro

Magnífica sombra, não é?

Noutra ocasião reparei que não havia sombra, mas a natureza oferecia um elemento menos frequente e não menos interessante. A luz do Sol incidente sobre o bordo superior do quebra-luz metálico era reflectida sobre a parede formando um arco de círculo de um branco brilhante.

Candeeiro

O arco de círculo desapareceu, mas a objectiva manteve-se dirigida para o candeeiro. Lembrei-me então de executar um pequeno programa existente na minha câmara. Não, não é uma topo de gama. Até estou convencido de que muitas câmaras digitais para amadores permitem executar “exposições múltiplas”. Foi o que eu fiz. Duas fotografias do candeeiro juntas originaram uma terceira imagem. Esta imagem com uma das duas primeiras originaram uma quarta imagem com três candeeiros. Um autêntico “milagre” da multiplicação.

Três Candeeiros

O sueco Oscar Rejlander e o inglês Henry Robinson que nos finais da década de 50 do sec. XIX laboriosamente reuniram e combinaram negativos para construirem as suas obras de arte ficariam perplexos com a facilidade proporcionada pela actual tecnologia de combinação de imagens.

Mas o divertimento, meio fotográfico e meio digital, ainda não acabou. Transferidas as imagens do cartão para o computador verifiquei que a última imagem tinha uma composição desequilibrada. Por isso decidi alterar o formato de horizontal para vertical e através do Copy-Paste do programa de edição e tratamento de imagens juntar mais um candeeiro. Pequenos ajustes na cor das áreas comuns e eis o resultado final.

Quatro Candeeiros

Este pequeno e simples exemplo mostra bem como no campo fotográfico a realidade anda de mãos dadas com a ficção. Há quem chame a isto manipulação de imagens embora para mim o termo manipulação se aplique com mais propriedade a quem a pratica mas não a declara, no momento em que as imagens são editadas publicamente, com a intenção de que não seja detectada. Este assunto é bastante controverso porque hoje todas as imagens passam pelo computador e são sujeitas a ajustes. Ninguém pode afirmar com segurança onde começa a manipulação. Voltaremos ao assunto noutra oportunidade.

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A Crise | The Crisis

1 Abril, 2009

a-crise

Ninguém sabe nem como nem quando sair disto.

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Ver ou não ver | To See or Not to see

15 Novembro, 2008

“To be or not to be – that is the question.To see or not to see – that is an answer” Ernst Haas

1 – Douro Internacional “A tal lagoa”

2 – Tejo Nacional “O tal canal”

Obsv.: As entidades oficiais parece que querem construir aqui por perto aquilo que inicialmente era a Barragem de Almourol. Perante esta evidência já pensei em pedir baixa ao Hospital Júlio de Matos.

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Libélula | Dragonfly – Trithemis annulata

31 Outubro, 2008

Na Grã-Bretanha, apesar de ausente, deram-lhe os nomes “Violet Dropwing”e “Violet-marked Darter”. Em França, onde só existe em áreas do Sul e Sudoeste, é conhecida por “Trithemis annelé” ou “Libellule Purpurine”. Na Península Ibérica, onde já se estende por metade do território, não tem nome vulgar.

1 – Trithemis annulata

2 – Trithemis annulata

Esta é mais uma libélula de origem africana que entrou na Europa pelas vias mediterrânicas e que se
tem vindo a expandir para o Norte. O primeiro registo na Península Ibérica ocorreu em Espanha em 1981, mas no Sul de França a sua presença só foi assinalada em 1994.Em Portugal está referenciada desde 1983 e a sua área de distribuição já abrange, no mínimo, toda a parte sul e central do território continental até às margens do Mondego. A T. annulata é considerada uma espécie bastante comum.

Os machos nascem amarelados e no decurso do período de maturação tornam-se progressivamente alaranjados e depois vermelhos. Com a idade o tórax e o abdómen cobrem-se com uma pulverulência azul-violácea. Esta coloração e as pernas pretas são dois caracteres externos que os distinguem dos machos do Crocothemis erythraea. As fêmeas são castanho-amareladas com uma grande mancha amarela na base das asas posteriores e com marcas dorsais pretas nos segmentos 8 e 9 do abdómen. A mancha amarela e as marcas dorsais também estão presentes nos machos. Nestes as nervuras das asas são avermelhadas enquanto as das fêmeas são amareladas.

3 – Trithemis annulata macho

4 – Trithemis annulata fêmea

O género Trithemis engloba cerca de quarenta espécies a maioria das quais vive em África especialmente na zona da Etiópia. A T. annulata é a única que, até agora, se conseguiu estabelecer na Europa Continental. Um seu parente, a Trithemis arteriosa, com o abdómen um pouco mais delgado e os machos sem a pulverulência azul-violácea, pode ser encontrado nas Ilhas Canárias. A T. annulata vive em zonas de águas estagnadas bem como em rios e ribeiras de fracas correntes.

O seu período de voo estende-se de Abril a Novembro. Como verdadeiro insecto africano prefere os dias de céu limpo parecendo ser pouco sensível aos aumentos de temperatura. Por este facto é normal vê-lo ao Sol, em pleno meio-dia de um dia de calor, pousado nas pedras ou nos poleiros junto da margem da água. A sua posição mais frequente é conhecida por “obelisco”, isto é, com o abdómen voltado para o Sol para reduzir a área exposta à sua acção directa e a asas abertas e perpendiculares ao abdómen. Numa variante desta posição as asas são dirigidas para a frente de forma divergente e fazendo sombra sobre a cabeça.

5 – Trithemis annulata em “Obelisco”

6 – Trithemis annulata

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Abibes | Lapwings

15 Setembro, 2008

As quatro fotografias com aves não são de boa qualidade. Mas não resisto a apresentá-las, porque revelam um comportamento curioso que para mim foi uma autêntica novidade. Não sendo um especialista em ornitologia posso ir descrever uma banalidade conhecida de longa data. Mas se assim for também não vem por isso mal ao mundo.

No último mês de Janeiro fui ao estuário do Tejo. Para a fotografia a manhã estava bastante pior do que as previsões meteorológicas da véspera davam a entender. Fui até aos conhecidos arrozais da Giganta que nesta altura do ano apenas têm charcas e restolho de arroz. O tempo estava enevoado e o céu cinzento.

Se a câmara fotográfica fosse de rolo certamente ficaria no descanso. Com a digital, como “não pesa no orçamento”, fui-me entretendo com fotografias aos abibes (Vanellus vanellus). Estas aves no Inverno são muito gregárias. Vivem em grandes bandos que gostam de descansar em zonas abertas, especialmente as alagadiças, onde encontram um dos seus petiscos preferidos, as minhocas. À semelhança de outras aves o descanso na água é feito apenas sobre uma perna, mantendo-se a outra recolhida no aconchego das penas do abdómen. Foi isto que eu vi, que costumo ver, e que está documentado na fotografia 2.

1 – ABIBE

2 – BANDO DE ABIBES

Mas quando cheguei a casa e transferi as imagens para o computador deparei com algo de novo. Que nunca tinha observado nem li nada sobre o assunto. As duas fotografias seguintes são elucidativas.

3 – BANDO DE ABIBES

4 – BANDO DE ABIBES

Em ambos os bandos a maioria das aves tem uma perna pendurada ou, pelo menos, não recolhida. Talvez por acção do voo a perna fica inclinada para a rectaguarda. Isto não é vulgar. Mas penso ter encontrado uma explicação lógica para o fenómeno. Nesta altura do ano as águas estão frias e muitas vezes até geladas. Durante a noite estas aves passam muitas horas na posição de descanso ou seja com uma das pernas dentro de água.

Naturalmente que essa perna fica engadanhada, dormente, “anestesiada”. Mesmo que a ave se esforce, e sem dúvida que se esforça, não consegue recolhê-la durante o voo. É evidente que esta atitude não é da iniciativa das aves. É um comportamento forçado pelas condições meteorológicas. De sua iniciativa, certamente resultante de anos e anos de evolução, é o descanso sobre só uma das pernas para evitar que as duas fiquem entorpecidas.

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