Archive for Maio, 2009

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Photogracio em Exposição – Borboletas | Photogracio in Exhibition – Butterflies

23 Maio, 2009

Photogracio em Exposição – Borboletas

A quem passar pela cidade de Abrantes sugerimos que faça uma visita ao Cine-teatro S. Pedro.  Nele está patente ao público a exposição “Borboletas através do tempo”, organizada pelo Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal com a participação de mais de três dezenas de fotografias do Photográcio.

Até 31 de Julho de 2009, de segunda a sexta-feira das 10H00 às 12H30 e das 14H00 às 17H30.

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Voos I | Flies I

15 Maio, 2009

Sob este título vamos apresentar fotografias de seres alados em voo. A série, a publicar por partes, vai incluir aves e insectos em voo tendo por fundo o céu,a terra e superfícies aquáticas.

A fotografia de aves em voo tendo por fundo o céu é de todas a mais fácil porque os sensores da câmara apenas são “sensibilizados” pela matéria sólida do corpo das aves. Claro que a dificuldade aumenta à medida que as aves vão diminuindo em número e/ou tamanho. Outro problema interligado com este prende-se com a velocidade do voo.Quanto mais lento e rectilíneo for o voo mais fácil será de fotografar. E porquê? Porque o fotógrafo tem de movimentar a câmara até conseguir captar a ave no visor, acompanhar o voo até focar a ave,vê-la no visor na posição mais conveniente e só então premir o disparador.Mesmo neste momento não deve parar bruscamente o movimento,isto é,dispara mas segue o voo por mais alguns instantes.

Este tipo de fotografia com imagens nítidas exige teleobjectivas com distâncias focais iguais ou superiores a 300 mm, altas velocidades e grandes aberturas. Na maioria das situações, especialmente para quem não disponha de teleobjectivas muito luminosas, como é o meu caso, será necessário alterar o ISO para valores da ordem dos 300 ou 400 para que o movimento fique congelado.

As fotografias em que os olhos das aves ficam nítidos são,de um modo geral,as mais valorizadas. Entenda-se que as considerações expostas se referem à fotografia instantânea sem utilização de flashes de alta velocidade ou de equipamentos especiais de infra-vermelhos.

04.01 Alfaiates

1 – Alfaiates

04.02 Carraceiros

2 – Carraceiros

04.03 Grous

3 – Grous

04.04 Libélulas Sympetrum fonscolombii em tandem

4 – Libélulas em tandem

04.05 Abelha doméstica

5 – Abelha doméstica

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Máscaras I | Masks I

1 Maio, 2009

É bem conhecido o poema de Fernando Pessoa com o título “Autopsicografia” em que na primeira quadra começa por dizer “O poeta é um fingidor”. Este poema, pela primeira vez publicado na revista Presença em 1932, foi escrito em 1 de Abril de 1931. Precisamente no dia das mentiras daquele ano.

Eu vou mais longe. Se o poeta é um fingidor, um fingidor da palavra escrita, o fotógrafo e o cineasta são os fingidores da imagem. Mas não me fico por aqui. E os políticos!? Oh,os políticos. Exímios fingidores de viva voz. Entre os melhores fingidores do gesto, da expressão e da personagem temos os artistas de teatro, os do cinema e os do circo. É a sua profissão. Bem vistas as coisas todos somos, uns mais outros menos, um pouco fingidores. Mas muitas vezes, por simulação de identidade, por vergonha, por vaidade, por receio ou por prazer lúdico, não é conveniente sê-lo de cara descoberta. É assim que aparecem as máscaras do Benin, a festa do templo de Baoan em Taipé, o carnaval de Veneza, os caretos de Pudence, etc, etc.

Mas será só o homem que é fingidor?E os outros seres?Que dizer de uma ave em roupagem nupcial?

Andaremos muito longe da verdade se dissermos que é uma máscara de sedução? E a ave adulta que para afastar um predador que se aproxima da zona do ninho emite chamamentos de sofrimento e finge estar ferida? Regra geral o fingimento nos outros seres vivos está associado a estratégias de sobrevivência. Sob este ponto de vista podemos citar a metamorfose dos insectos. Mas há exemplos mais evidentes. O bicho de conta (Armadillium vulgare) quando se lhe toca e o ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus) quando se sente em perigo enroscam-se e ficam paralisados. Estas atitudes são máscaras de defesa. O próprio homem, apesar de as ter usado com frequência nos tempos medievais, ainda as não pôs completamente de lado. As máscaras anti-gás estão sempre presentes em caso de risco de guerra química. Mesmo em tempo de paz elas podem ser vistas nos profissionais de saúde em trabalho nos blocos operatórios, nos apicultores quando tratam das suas colmeias,nas actividades em ambientes muito poluídos ou em períodos de risco de pandemia como acontece agora com a gripe mexicana.Mas das palavras passemos às imagens.

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I – Máscara de luz

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II – Máscara da floresta surrealista I

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III – Máscara de beleza

Em 1974, um criminoso incêndio no sótão de uma casa devorou quase todos os meus diapositivos de sete anos de permanência em Moçambique. O incidente provocou-me um grande desânimo e levou-me a abandonar a fotografia durante vários anos. Esta última fotografia,dos anos 60 do Sec.XX, faz parte do pequeno conjunto de salvados que eu guardo como “Relíquias”.

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