Archive for Setembro, 2012

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Insectos IV | Insects IV

15 Setembro, 2012

Dois insectos relativamente comuns. O primeiro é pouco visto porque passa muito tempo escondido no interior da madeira dos pinheiros. O seu nome em inglês é sugestivo: Pine borer ou seja Broca (Furador) do pinheiro. A sua designação científica é Chalcophora mariana. Tem uma distribuição que abrange o centro e sul da Europa, e da Sibéria ao Lago Baikal.

Broca do Pinheiro

Estamos perante a imagem de um coleóptero pertencente à família Buprestidae. No género Chalcophora são conhecidas cerca de vinte espécies. O insecto com o corpo em forma de bala desempenha um importante papel na decomposição da madeira e pode causar grandes estragos nos postes e vedações em madeira de pinho. Os estragos mais graves nos pinheiros não são feitos pelo insecto adulto mas pelas suas larvas. Estas estão activas desde o princípio do Verão até ao Outono e as suas galerias destroem a tubulação nutriente que se situa por baixo da casca vindo a causar a morte do pinheiro. A árvore doente deve ser imediatamente retirada do pinhal e queimada.

Broca do Pinheiro

O segundo insecto,de cor verde metálico com reflexos avermelhados, é tambèm um coleóptero mas pertencente à família Meloidae. Tem o nome científico de Lytta vesicatoria sendo vulgarmente conhecido por Besouro europeu, Mosca de Espanha ou Cantarida.

Cantarida

O nome Besouro europeu aceita-se embora haja outros coleópteros que podem receber o mesmo designativo. Este habita a Europa, em especial a das zonas quentes, e também a parte leste até à Ásia Central.

Mosca de Espanha, confesso que não entendo porque lhe chamam mosca e não besouro,por exemplo. O termo Cantarida reside no facto do corpo do insecto conter um alcaloide extremamente tóxico,a Cantaridina,que provoca lesões irreparáveis na nossa pele. Portanto, CUIDADO,este besouro pode ser visto e fotografado mas não lhe devemos tocar. A maior parte do seu veneno concentra-se nas asas anteriores conhecidas por élitros.

Antigamente estes eram triturados e moídos para serem vendidos em poções afrodisíacas. O negócio só parou quando se descobriu serem altamente nocivas para a saúde com especial incidência sobre os rins. Na imagem abaixo os élitros são as asas que estão ligeiramente levantadas e que protegem as posteriores, as esbranquiçadas,que permitem ao insecto voar.

A L. vesicatória, cuja fêmea é maior que o macho, é vegetariana alimentando-se de folhas e flores de várias plantas das famílias Amaranthaceae, Asteraceae, Solanaceae e Fabaceae. No caso da imagem o insecto está pousado numa Giesteira-das-serras ou Giesta-amarela (Cytisus striatus), arbusto da família Fabaceae.

Cantarida

A fêmea faz as posturas no solo em grupos de 40 a 50 ovos. As pequenas larvas quando eclodem sobem para a planta hospedeira e logo que surge uma oportunidade agarram-se às abelhas solitárias do género Colletes (por exemplo a Colletes daviesanus) que a visitam para colher nectar e são por elas transportadas para os seus ninhos em buracos no solo. Aqui devoram os ovos e as reservas de mel que a abelha vai transportando.  Abandonam o ninho apòs a segunda muda de pele ficando imóveis no exterior, numa fase ninfóide, até à eclosão do imago no ano seguinte.

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Graciphoto 30

10 Setembro, 2012

 

 

 

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Cabo Verde VI | Cape Verde VI

1 Setembro, 2012

Estamos quase a terminar a nossa ronda fotográfica pelas Ilhas de Cabo Verde. Em princípio esta será a penúltima edição com três imagens da Ilha de Santo Antão e duas da Ilha de Santiago. Aquelas abordam um tema que me fascinou, a geologia.

Infelizmente não tive tempo para visitar e explorar locais afastados das zonas habitadas. Mas o pouco que vi foi suficiente para entusiasmar qualquer fotógrafo da natureza. Aqui deixo o meu registo de três exemplos que mostram o desenho e o colorido de rochas vulcânicas no percurso de Porto Novo à Ponta do Sol.

Rochas vulcânicas

Rochas vulcânicas

Rochas vulcânicas

Falar do Tarrafal na Ilha de Santiago não é novidade para muita gente,especialmente para os mais velhos. O nome está enraizado na nossa memória e é associado ao local da prisão política nos tempos idos do Estado Novo. Esse anátema deixou de existir com o surgimento de Cabo Verde como país independente.

O que muita gente desconhece é que o Tarrafal tem encantos naturais que merecem ser visitados. Entre eles sobressai uma magnífica praia que só por si justifica uma escolha para vários dias de férias.

Praia do Tarrafal

Praia do Tarrafal

Nenhuma das imagens está nítida.Mas,creiam,não é por acaso. Considero preferível uma imagem desfocada e com “flou” sempre que se pretende evitar o “déjá vu” e estimular a imaginação.
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